quarta-feira, 22 de abril de 2015

QUERO UM PARQUE DESSE PRA MIM!

Gramado do Parc Montjuzet!



Já faz mais de 40 dias que estamos aqui em Clermont Ferrand. Quando chegamos estava no final do inverno, tudo muito seco. As árvores só tinham galhos; nada, nada de folhas. Vocês podem observar isso nas fotos de nossos primeiros posts. Agora, estamos no início da primavera e é incrível como a paisagem muda rapidamente.  As folhas das árvores já estão brotando, algumas já estão bem verdinhas, outras estão cheias de flores, coisa linda de se ver.




Jardin Lecoq!
Como a temperatura está subindo, passear no parque tem sido uma excelente opção. O primeiro parque que conhecemos foi o Jardin Lecoq, ele fica localizado na área central da cidade, próximo a Universidades, o Jorge estuda a poucos passos de lá. O primeiro a conhecer o Jardin Lecoq foi o Jorge... ele chegou um dia em casa e disse que tinha um lugar muito legal para passearmos com as crianças (e tinha razão).




Grama muito bem aproveitada!
A primeira vez que fomos até o Jardin Lecoq ficamos maravilhados. Ele é enorme, tem muitos animais soltos por lá (galo, pato, cisne, e por aí vai), tem um lago muito bonito e tem muita grama, mas muita mesmo! E não tem essa de “não pise na grama”, lá a grama é muito bem aproveitada. Sempre tem muita gente sentada, ou na grama ou nos bancos. Como fica perto das Universidades, encontramos muitos jovens, lendo, namorando, conversando e até cantando e tocando instrumentos em roda. Mas também tem gente que vai lá para almoçar (de sanduíche a piquenique, tem de tudo). Segundo o Jorge, nesses dias de férias escolares não é difícil encontrar famílias lá lanchando na hora do almoço.


Parquinho!



As crianças correm pela grama e aproveitam os diversos brinquedos (parquinhos) espalhados ao longo do parque. Aliás, os parquinhos são lindos, de ótima qualidade e o chão é de um tipo emborrachado. Embora os parquinhos sejam equipados com brinquedos por faixa etária, ninguém respeita muito isso não. Os pequenos brincam no meio dos grandes e vice-versa. E a gente quase não vê criança brigando por aqui.






Diversão!





Aliás, esse negócio de parquinhos para as crianças é uma constante por aqui. Interessante como são valorizados tais espaços para crianças por toda a cidade, quando menos você espera tem um parquinho (igual no Brasil né?!).

Pavão!
Mas o Lecoq não leva Jardim no nome à toa. O jardim é muito bem cuidado. O que mais tem por aqui são flores (e não estamos falando de uma ou outra florzinha, mas de flores lindas – tem até canteiro de tulipas). As flores, de diversos tipos e cores, formam uma paisagem deslumbrante e revelam um capricho extremo com a estética por aqui. Não apenas as flores são lindas, mas são dispostas de maneira tão organizada e bem ordenada que dá gosto; alguns espaços de canteiros até formam desenhos, como tentamos mostrar nas fotos (vejam nas fotos o urso e o pavão).



Urso!!


O Jorge e a Sequóia!



E as árvores do parque também são muito bem cuidadas. O Jorge achou o máximo conhecer de perto uma Sequóia (claro que não é gigantesca como as dos EUA, mas mesmo assim é grande prá caramba). Outra coisa que nos surpreendeu nesse parque foi encontrar uma Araucária (isso mesmo, a árvore-símbolo do Paraná também está por aqui).








Tulipas e um urso de flores!




É claro que levar as crianças ao Jardin Lecoq já se tornou rotina, toda quarta-feira após o almoço a Anna não tem aula e vamos para lá. Quando o Francisco escuta a palavra quarta-feira já diz “Hoje tem paque!!”




Vista privilegiada de Clermont-Ferrand!
Mas não se enganem, achando que só tem esse parque por aqui. O outro parque que visitamos no final de semana passado é o Parc Montjuzet. O acesso até ele é um pouco mais difícil, fica a uns 5 Km de casa. Localizado numa montanha a 486m acima do nível do mar, oferece uma vista privilegiada de Clermont-Ferrand e das cidades da região.








Meus tesouros!!
Eu, sentada sobre o balcão que tem o mapa!






É impossível descrever a beleza deste parque apenas com palavras. A vista da cidade e região nos deixa mudos, parece um quadro que merece ser apreciado calmamente. Num dos pontos mais bacanas do Montjuzet, tem um mirante de frente para a Catedral. Além de ser possível ver um panorama de Clermont-Ferrand e das cidades ao redor, também podemos apreciar vários dos vulcões adormecidos. E, à medida que olhamos, também podemos saber o que estamos vislumbrando, porque uma espécie de balcão, em formato de meia-lua, tem pintado à mão um mapa, que mostra os principais pontos observáveis. É difícil mesmo descrever em palavras a beleza desse lugar.






Crianças rolando na grama!

Possui um gramado verdinho que brota umas florzinhas amarelas, um charme, não tem como resistir à vontade de deitar sobre ele. E as flores, ah as flores...lindas, lindas, lindas!!! Muitas tulipas de todas as cores!




Tulipas!

Tulipas!!! Lindas!!!

;)

























































Escultura em granito!





Mas o Montjuzet, assim como o Jardin Lecoq, também é impressionante pelos detalhes. Uma coisa mais bacana que a outra. Tem pombal, tem mirante, tem escultura (essa em granito, em que tiramos foto), tem vários parquinhos (um deles lembra um navio naufragado) ...






Parquinho que parece um navio naufragado!




Durante o passeio nesse parque lembrei de minha cunhada Rita Delconte e de minha amiga Ana Paula Bassi. Meninas, vocês pirariam para fotografar aqui, com certeza teriam milhares de fotos lindas!!!!










<3





As crianças ficaram maravilhadas, corriam, rolavam pelas gramas e ainda brincavam nos “parquinhos” espalhados ao longo do parque...Ficou com vontade de conhecer? Venha nos visitar!!!!


Au revoir!!




segunda-feira, 13 de abril de 2015

FERIADÃO EM ANNECY E GENEBRA!

Uma das coisas que mais gostamos de fazer é explorar lugares novos. É muito legal conhecer cidades famosas ou descobrir outras que, embora nunca a gente tenha ouvido falar, fica de queixo caído ao conhecer. Como não estamos por aqui, na França, só a passeio, não é sempre que dá para fazer isso. Mas aqui tem feriados e finais de semana suficientes para muitas viagens.


Falando em feriados, o primeiro feriado que passamos aqui foi a Lundi de Pâsques. Já comentamos sobre isso antes; a Sexta-feira Santa é dia útil normal por aqui, mas a segunda – aqui e em vários outros países, pelo que andamos investigando – é feriado (o que, na prática, prolonga o feriadão de Páscoa). Feriadão à vista e é claro que teríamos que aproveitar para conhecer algum lugar.


Foto tradicional  na ponte do canal em frente
ao 
Palais de l’Ile
 O primeiro desafio era escolher onde ir. Abrimos o mapa (claro, Google maps) e começamos a pesquisar opções de passeios. Eu construí uma lista de alternativas, baseada na distância, e reuni algumas informações para que juntos pudéssemos decidir o rumo. Estou achando que vamos acabar com o tempo fechando a lista, ou seja, visitando todos esses lugares. Mas não dava para fazer isso agora. Para vocês terem uma ideia, a lista continha os seguintes destinos:

A leste: Bordeaux, capital vinícola da França (não é à toa que dá nome a muitas variedades de uvas e de vinhos também).

Ao sul: Barcelona (tida como a capital econômica da Espanha e centro do país Basco) e Saint Paul de Vence (cujo charme está nos ares de cidade medieval).

Ao oeste: Lyon (pertinho de Clermont-Ferrand), Annecy (cidade que empresa seu nome do lago majestoso que a bordeia) e as suíças Genebra, Berna e Lucerna.


Na avaliação, acabou vencendo o desejo de carimbar um novo país ao passaporte (na verdade, isso é maneira de falar; aqui na Europa, na maior parte das fronteiras não há a estrutura de alfândega que vemos, por exemplo, ao atravessar do Paraná para a Argentina).



Decidimos ir para Genebra e, como é perto, aproveitar a ida e passar também por Annecy. A ida, com direito a passagem pela cidade do lago, totalizava 349 km de casa. Assim, matávamos dois coelhos com uma cajadada só (ou com uma caixa d’água só, como ironiza no trocadilho uma amiga minha).


Embora viajar de trem seja muito popular, famoso e místico na Europa, o misticismo cai por terra diante de questões práticas, como não conhecer direito o destino ou estar sujeito a ter que carregar uma ou duas crianças no colo. Então, claro, alugamos um carro. Aluguel de carro bem planejado, por aqui, sai mais barato do que viajar de trem (ainda mais no nosso caso, em que temos vários pagantes de passagem de trem).



Paisagem do Lago de Annecy.
Feita a locação da “voiture’’, nos organizmos para pegar estrada na Sexta-feira de noitinha. Ajeitamos as coisas e saímos rumo a Annecy por volta das 18h30, naquele velho esquema: dramin, mercado, guloseimas. É (quase) infalível: dá dramin para os pequenos não passarem mal, passa no mercado para se equipar de água e comida e, de quebra, enche a matula de guloseimas, para emergências (como criança de mau humor, por exemplo... eheh). Pouco mais de três horas depois que saímos já estávamos em Annecy (que fica a 308 km de casa).





Chegando no hotel, que surpresa desagradável! A entrada do hotel cheirava a cigarro, a recepção cheirava a cigarro, os quartos cheiravam a cigarro e o banheiro era comunitário, ou seja, fora dos quartos (estava mesmo muito barato quando reservamos pela net...kkkk).


Tínhamos reserva para dois quartos, mas em um deles foi impossível ficar. Conseguimos que nos trocassem de quarto (embora o hotel estivesse quase lotado).


Romantismo em Annecy!



Nossa hospedagem nesse hotel foi bem desagradável, com muitas dificuldades, inclusive por parte do Francisco, que pedia cocô a cada 10 minutos e a hora que chegava na porta do banheiro (que fazia um barulhão devido aqueles sugadores de ar) dizia: “ah, era alarme falso, não quero mais...” Que dó!!! Segurou aquele cocô até no outro dia, quando ficamos em um hotel beeeeeem melhor que esse.
O desconforto do hotel ruim foi completamente compensado pelo passeio do dia! Passamos o sábado em Annecy, conhecida como a Vaneza Francesa.




Paula e Francisco à beira do Lago!
Annecy fica na região de Rhône-Alpes (a França é composta por 26 regiões, sendo 21 na França continental, mais a ilha de Córsega e outras quatro regiões ultramarinas). A região do Rhône-Alpes (ou Ródano-Alpes) abriga os alpes franceses e ficou famosa recentemente pela queda do avião da German Wings. Dizem que os alpes franceses abrigam os melhores lugares do mundo para a prática de esqui (e encontramos muita gente com equipamentos desse esporte por lá). Mas o que nos interessava mesmo é que Annecy estava lá e que, há menos de 40 Km estaríamos em Genebra, Suíça.


Anna Luísa encantada com a beleza!
Começamos o nosso passeio por Annecy e, logo que chegamos ao centro da cidade, o desconforto do hotel já foi esquecido. A descrição de Annecy, pelas palavras da Paula, faz jus ao lugar: “A cidade é simplesmente linda e apaixonante, com um lago límpido de um azul muito bonito e montanhas enormes decoradas de neve ao fundo. E olha que estava chuvoso; fico imaginando a beleza desse lugar num dia ensolarado!!!”.




O "Pato" da montanha!


O lago é enorme, limpo e cheio de aves aquáticas. As crianças adoraram brincar com um cisne, que elas batizaram de Pato da Montanha. O centro da cidade é muito bonito. Fica bem pertinho do lago e é composto por ruas tortuosas e pavimentadas de pedra. O lago desemboca em um canal que corta o centro histórico... aliás, uma das fotos tradicionais de quem visita Annecy é na ponte do canal em frente ao Palais de l’Ile (literalmente, Palácio da Ilha, uma construção do século XII que ocupa toda a superfície de uma minúscula ilha natural do canal).  



Macarrão a bolonhesa da Anna Luísa!
O centro histórico (ou vieille ville) é cheio de lojas (uma mais bacana que a outra, mercando artesanato, chocolate, antiguidades, doces e guloseimas artesanais, roupas, decoração, souvenires) e, claro, de restaurantes. A gente andou um pouco pelo centro, tirou algumas fotos e logo fomos em busca de um restaurante para almoçar. A Débora queria um macarrão a carbonara e encontramos o prato no cardápio de um restaurante às margens do canal, bem de cara com o Palais de l’Ile. A comida fez jus ao lugar: uma delícia!




Em frente ao Castelo!!
Enrolamos um pouco no restaurante, porque começou a chover mais forte. Mas, uma meia hora depois, a chuva deu trégua e pudemos sair e andar mais um pouco. Resolvemos subir ao castelo, que fica pertinho, ainda no centro histórico. O castelo hoje funciona como museu, mas foi residência oficial dos condes de Genebra nos séculos XIII e XIV (isso mesmo, Annecy fazia parte do condado de Genebra). Uma subida íngreme, mas curta. Logo no início da subida, uma surpresa: um abrigo antiaéreo da II Guerra no rochedo que forma a base do castelo. A subida do castelo rende uma vista muito bacana e fotos memoráveis. Pena que o museu estava fechado (eu gosto bastante de museus, mas não foi dessa vez).


Rua íngreme que dá acesso ao Castelo!


Para quem quiser saber uma pouco mais sobre Annecy ou ver fotos profissionais (as nossas são bonitas, claro – principalmente pela formosura dos modestos personagens, eheh - mas são amadoras), eu recomendo a página do site oficial da França turística (http://www.france.fr/pt/) ou a própria página de Annecy (http://musees.agglo-annecy.fr/).  






Ao fundo o Castelo!



Descemos novamente ao centro e, depois de uma passadinha rápida na Igreja (Cathédrale Saint Pierre, onde achamos um exemplar da Palavra de Vida do movimento dos Focolares), hora de pegar a estrada para Genebra.








Partimos para Genebra (ou melhor, para o hotel, que fica no lado francês do lago de Genebra – ou lac Léman). Segundo nossas pesquisas geográficas, o lac Léman é o maior lago da Europa ocidental. O nosso hotel ficava a pouco mais de 2 km da divisa com a Suíça. Saímos de dentro do carro e um vento super gelado nos deu as boas-vindas. Ainda bem que o hotel era bom (bom é pouco: era um Mercure, da rede Accor, o que é sempre garantia de boa hospedagem). Conseguimos um preço bem bacana no hotel (penso que por causa do feriado de Páscoa).


Fronteira França - Suiça!
Como estava muuuuito frio e chuvoso, resolvemos relembrar nossa viagem para a Itália em 2014 com a Raíssa e a Rúbia e fazer um “piquenique no quarto”. Para isso, depois de nos instalarmos e de darmos um merecido cochilo, fomos a um hipermercado (tinha um pertinho do hotel, a pouco mais de um quilômetro) e compramos algumas gordices (batata, presunto,queijo, sopa de tomate, chocolate – suíço, claro, etc.). Antes de sair do hotel, nos informamos na recepção sobre como ir para Genebra e demos uma circuladinha de carro por lá (o suficiente para dizer que tínhamos entrado em outro país, eheh). Chegamos no hotel e a Débora ainda estava fazendo a sesta. Tomamos um merecido banho de banheira e fomos piquenicar... A Débora ainda estava fazendo a sesta. Terminamos o piquenique e programamos as atividades do dia seguinte, pensando em o que visitar em Genebra, como estaria o tempo, etc. E a Débora ainda estava fazendo a sesta. Dia concluído, restou a gente descansar... ajeitamos a caminha da Anna Luísa do lado da nossa, e o Fran no meinho...


No dia seguinte, fomos degustar uma delícia de café da manhã do Mercure (e a Débora ainda estava fazendo a sesta). Por volta de umas 10h30 a gente saiu do hotel rumo a Genebra (tivemos que interromper a sesta da Débora, tadinha.. kkk).


Bandeira da Suiça do outro lado da fronteira.
Rumo a Genebra, cruzamos a fronteira. O único sinal de que estávamos entrando em um outro país era a bandeira tremulante da cruz branca suíça (nem um oficialzinho sequer para carimbar nosso passaporte). A Suíça, curiosamente, não faz parte da União Europeia (embora seja signatária do tratado de Schengen, o que significa que, embora o euro não seja moeda oficial por lá – eles usam o franco suíço, que vale um pouco menos que o euro – a circulação de pessoas é livre entre seus signatários). Por isso, não precisamos carimbar o passaporte (mas claro que vamos comprar uma bandeirinha da Suíça para costurar na mochila).




Crianças à beira do Lago em Genebra!

Na verdade, a gente entrou na Suíça pela cidade de Veyrier, mas na prática, ela é emendada com Genebra. Seguimos até o centrão de Genebra e achamos um estacionamento subterrâneo (uns 3 ou 4 pisos) à beira do lago, embaixo do relógio de flores (achamos que ia custar os tubos, mas quatro horas de estacionamento custaram cerca de 6 euros).








Quando a gente estacionou não percebeu direito onde estava parando. Logo que saímos do estacionamento, duas surpresas: a primeira, ótima, dar de cara com o lago de Genebra, lindíssimo. A segunda, literalmente uma fria, estava uns 2 graus, com um vento cortante e insistente. naquele momento, desejei ter colocado umas três calças, uma em cima da outra. Ainda bem que tinha as crianças para carregar (hora o Fran, hora a Anna), pois isso esquentava a gente.


Beira do Lago em Genebra!

Não conseguimos ficar muito tempo na beira do lago. Andamos uns 100 metros e chegamos ao relógio das flores (impressionante na perfeição dos detalhes), bem perto da sede da Patek Philippe e em frente de uma loja enorme da Montblanc. Dava até vontade de ficar olhando as preciosidades Montblanc (como uma caneta pela bagatela de 2.000 francos suíços – ou cerca de 1.900 euros), mas o frio era impressionante.




Selfie! Não pode faltar não é Debora?


Subimos pela Place du Port e eu tive a brilhante ideia de tomar um café numa Starbucks para espantar o frio. Foi só olhar o precinho camarada que o frio já espantou rapidinho: quase 7 euros um café expresso (cerca de R$ 24). Não deu nem tempo de a gente esquentar o banco, porque muito facilmente iríamos gastar 50 euros ali.


Relógio de flores em Genebra!




Voltamos para a rua e fomos subindo em direção à Cathedrale Saint Pierre Genève. Antes de chegarmos na Catedral, encaramos uma escadaria para chegar ao terraço Agrippa-d’Aubigné, que já nos deu uma vista belíssima da Catedral e da cidade. Dizem que Genebra é a menor das metrópoles... não sei se é verdade, mas o centro histórico da cidade dá facilmente para ser visitado a pé. Não apenas é pequeno, mas é fácil de se deslocar, não tem competição de pedestre com carro.









Antigos canhões de guerra!





Seguindo um pouco mais pelo centro histórico de Genebra, alcançamos a prefeitura, um prédio histórico muito bonito. Em frente à prefeitura, o prédio da Chancelaria do Estado mantém exposição permanente e aberta de antigos canhões de guerra (belíssimos, são esses nas fotos das crianças).











Criançada!

Só conseguimos administrar melhor o frio quando chegamos numa pracinha bastante agradável, o Promenade de la Treille. Tinha um parquinho muito legal lá (aliás, é cheio de parquinhos por aqui, inclusive em Clermont-Ferrand), onde as crianças de todas as idades se divertiram bastante. Tinha até wi-fi aberta no parque.




Balançando!


Genebra é sede de muitas organizações internacionais, inclusive da ONU. Tinha uma senhora lá no parque com o filho que trabalhava nas Nações Unidas. Batendo papo com ela, descobri que ela era de Burkina Faso (na África); ela até sabia umas palavras em português e, claro, morria de vontade de conhecer o Rio de Janeiro. Claro, não é à toa que ele tem o apelido de cidade maravilhosa.












Depois de nos divertirmos e esquentarmos no parque, iniciamos o caminho de volta. Quanto mais perto chegávamos do lago, mais frio ficava. Um pouco antes de chegarmos ao estacionamento, uma galera estava com um trailer montado na praça, distribuindo bíblias em vários idiomas. A Débora e a Anna Luísa ganharam versões em francês e ficaram faceiras.








Vista do lago e dos Alpes! 
Enfim chegamos no estacionamento. Como estava muito frio, a gente não se animava a andar mais na cidade. Mas dentro do carro estava quentinho. Então, fui margeando o lago, andando meio à toa... uns quilômetros depois do relógio de flores, margeando o lago, resolvemos ir embora para o hotel. Fomos seguindo o GPS, que mandou a gente subir o morro... e quanto mais a gente subia, mais bonita ficava a vista do lago. Até que achamos um belvedere para estacionar... pensa em uma vista bonita! As fotos não fazem jus da beleza da vista. Como ainda estava frio, voltamos para o carro e fomos embora... passamos ao lado de um campo de golfe, de mansões (uma mais bonita que a outra) e acabamos chegando no hotel por umas estradinhas rurais quase iguais às do Brasil (#sqn), asfaltadas e sinalizadas.  


Quando chegamos no hotel já era quase quatro da tarde e o restaurante do hotel estava fechado (assim como a maior parte dos restaurantes da cidade). Então, acabamos “almoçando” no McDonald’s, para alegria da Débora.


Depois do almoço, voltamos para o hotel e para a merecida sesta. O frio era desanimador, mas o passeio por Genebra valeu a pena. 




Téléphérique du Saléve.




No dia seguinte, antes do  retorno para Clermont-Ferrand (308 km, pois não precisávamos passar por Annecy), resolvemos fazer um último passeio. Como estava mais quente, fomos ao  Téléphérique du Salève para subirmos a montanha que marca a fronteira entre a Suíça e a França. A vista lá de cima é espetacular!! Conseguimos ver Genebra, o lago e os Alpes ao fundo.Um excelente lugar para tirar fotos tipo postal. 


Vista linda!







Um passeio muito bacana, que deixou gostinho de quero mais. Quem sabe em um próximo feriado!