sábado, 28 de março de 2015

FINALMENTE CONHECI A TORRE EIFFEL!!

     Quando viemos para a França, minha sogra veio conosco a fim de fazer uma surpresa para sua filha mais nova, Rebeca, que está vivendo em Valência- Espanha, onde seu marido Alan está fazendo um doutorado.



Família reunida e feliz!!!




     Para o retorno da D. Rosa a Rebeca levou-a para embarcar no aeroporto de Valência. O voo era até Paris e como o aeroporto de Paris é muito, muito, muito grande (tipo: enorme), tivemos que fazer o sacrifício <<sqn>> de ir até Paris receber minha sogra e levá-la para embarcar de volta ao Brasil. 

     Para isso:alugamos um carro, aqui em Clermont-Ferrand,  baixamos o mapa da Europa no nosso GPS, compramos uma cadeirinha para o Francisco, passamos no mercado e compramos água e algumas guloseimas. 





     Todos preparados, pé na estrada. O Jorge de motorista, eu de navegadora e a Débora de apaziguadora dos irmãos... Se eles brigam? Imagina, só os filhos dos outros que brigam, os nossos "discutem de forma acalorada"...kkk.  



     Alguns quilômetros após sairmos de Clermont-Fd., entramos na autoestrada pedagiada. este é um capítulo à parte e portanto vou deixar que o motorista fale sobre isso em outra post. 



Uma das primeiras visões da Torre Eiffel!
     Com essa maravilha de rodovia, chegamos em Paris com um pouco mais de quatro horas, com direito a parada (xixi-break) e tudo. 

  Quando começamos a nos aproximar de Paris já tinha passado o efeito do dramin nas crianças, o trânsito estava pesado, era  um tal de anda e pára irritante, a Anna reclamava do cinto, o Francisco chorava e queria colo a Débora já não sabia mais o que fazer para ajudar a acalmar os dois, quando eu gritei: "olha a torre!!!". Magicamente, o mau humor, a choradeira, a irritabilidade, tudo sumiu. 
   A Torre ainda aparecia pequena no horizonte mas todo mundo a acompanhava com o olhar de curiosidade e vontade de chegar mais perto logo. E foi uma festa, quanto mais chegávamos perto maior era o entusiasmo. 



Selfie!!




     Conseguimos o que achávamos que seria impossível: uma vaga de estacionamento na rua (paga, mas barata) a uns 100m da ponte que dá acesso à Torre. Mal o carro parou, descemos eufóricos. As crianças ficaram encantadas, estavam muito felizes e corriam pelas calçadas do jardim. Fotos, mais fotos, selfies... Com qualquer pose, de qualquer ângulo, a Torre é simplesmente linda!!! 


Olha só como paramos pertinho dela!!!

Foto escadinha ao pé da Torre!!!
    




 Chegamos bem perto, passamos embaixo, tiramos fotos por todos os ângulos. Não nos animamos em subir pois estava muito frio e a fila longa.



     Ficamos por ali cerca de 2h. Ninguém reclamou de frio, fome ou coisa alguma. 






Torre Eiffel iluminada!!
   


  Quando estávamos indo para o carro fomos surpreendidos; já estava escurecendo e não é que a Torre ficou toda iluminada!? Que emocionante!! 















Me aguarde, 
Torre Eiffel
;)
     Ah, Torre Eiffel, me aguarde que antes de retornar ao Brasil voltarei para te admirar com mais tempo!!!

domingo, 22 de março de 2015

MISSA, FEIRA E CASTELO... PUXA, QUE DOMINGO!!!

Crianças correndo para queimar energia!!!



Como ainda não conseguimos alugar nosso apê definitivo (e o flat em que estávamos não tinha disponibilidade para este final de semana) a gente veio para um hotel. Ficaremos no hotel até segunda-feira, quando teremos uma resposta definitiva da imobiliária.







Bom, hoje é Domingo, o dia do Senhor (Dominus Dei). Logo, é dia de missa, como já diz o ditado: “domingo sem missa, semana sem graça”. O plano original era ir à missa que é celebrada em português (na igreja Notre-Dame du Port). Mas a gente perdeu a hora... e olha que dormimos cedo ontem; mas esse friozinho é ótimo para dormir até mais tarde.






Carinhas de sapecas!!



Como acordamos mais tarde do que o planejado, escolhemos onde ir à missa pelo ouvido... explico: logo que descemos para tomar café, ouvimos o badalar do sino. A Paula já tinha visto uma igreja aqui perto e presumimos que fosse ali a missa. Lá fomos nós para a missa. Não tinha muita gente (e a maioria idosos). Uns cinco minutos depois que chegamos, o Francisco pediu cocô (acho que ele tá de malandragem; se não gostou do lugar, pede o número 2 e pronto, alguém vai levá-lo para outro lugar.









Frutas e legumes  da feira em Aubière!!
Depois da missa, pegamos nosso carro alugado e fomos para o Carrefour, tentar baixar um arquivo de atualização para o GPS (a internet do nosso hotel é muito lenta e o arquivo que preciso baixar é ENOOOOOOORME: 3 Giga). Sem sucesso no download, resolvemos ir para a feira, ou marché (como eles chamam aqui) em Aubière (uma cidadezinha grudada em Clermont).  Pegamos nosso mapa turístico e fomos meio pelo rumo. Deu um pouco de trabalho, mas conseguimos chegar lá (o difícil foi estacionar).



Embutidos!
A feira vende de tudo um pouco: roupas, flores, legumes, embutidos, comidas prontas (ficamos morrendo de vontade de comprar um poulet rôtis – frango assado). Mas estava um frio de rachar (tinha algumas previsões de neve, mas ela não veio; em compensação, o vento estava cortante). Por causa do frio, a Débora e a Anna Luísa preferiram ficar dentro do carro.
Flores!!


Depois de uma andadinha rápida pela feira, compramos um bilhete de loto (explico: a Paula sonhou com cocô – muito cocô, até o tornozelo... superstição ou não, vamos nós para a primeira fezinha aqui na França). Em seguida, voltamos para Clermont e fomos almoçar (uma pizza deliciosa, de forno a lenha).







Cintos, gorros e roupas!! 
O frio ainda estava doído (4 ou 5 graus, mas com sensação térmica em torno de 0°). Por isso, voltamos para o hotel e para debaixo das cobertas. Para não ficar a tarde inteira chocando os ovos, convidei a galera para ir conhecermos um Castelo. Ouvimos falar muito bem sobre os castelos da França – em especial do Vale do Loire (graças à garota-propaganda dos castelos – Veridiana Resende) e a Paula descobriu três castelos aqui próximos que fazem parte do centre des monuments nationaux (acho que o nome                                                                                             explica tudo, né?).



Casa onde o Francisco usou o WC!!
Depois de uma pesquisada básica no tio google, partimos para o mais próximo (ainda sem GPS, mas o celular quebrou um galho – e que galho). Pé na estrada, fomos reparando que as cidadezinhas daqui praticamente morrem no domingo à tarde (quase ninguém na rua, quase nada aberto, quase nenhum sinal de gente). Quando faltava mais ou menos uns 15 km para chegarmos no Castelo, o Francisco pediu cocô (e não era alarme falso, desta vez). Achamos que ia ser preciso parar no matinho (mas ia congelar o bumbum dele, tadinho). Então, vimos um cara podando as roseiras, parei o carro e pedi para ele, no melhor francês que eu consegui falar, para emprestar o banheiro para o Francisco. O cara foi muito gentil. Entrei na casa e levei o Fran no banheiro (não sem antes notar uma deliciosa lareira acesa, com grandes labaredas). Quando ia saindo da casa dele, conversamos um pouco em inglês (ele queria saber de onde éramos, o que estávamos fazendo por aqui, se tínhamos gostado da França – até deu sugestões de passeios para a gente).


Château d`Aulteribe ao fundo!!





Mais uns minutinhos de estrada e chegamos ao Château d’Aulteribe (mais informações sobre o castelo aqui). Construção muito bonita; pena que estava muuuito frio e que chegamos meio tarde lá (era por volta das 17h e ele fecha às 17h30.












   A gente no acesso ao castelo   


Logo na entrada tem várias informações sobre o Castelo (quando e por quem foi construído, o que contém, informações sobre o local, etc.), tudo em francês, inglês e alemão (ainda bem que estava escrito em alemão também, porque aí entendemos tudinho!).











 



 
Lindo lugar!




A Anna Luísa puxou a frente da fila, ansiosa para conhecer o castelo. Até brincamos com ela, parecendo a Chapeuzinho Vermelho na trilha pela floresta.











Paula, feliz da vida!


Transcrevo abaixo o relato feito pela Anna Luísa no whatsapp (a redação é toda dela, que orgulho!):

“A mãe eu o pai e o fran fomos no castelo de lezoux. E a debora ficou no hotel. Dormindo. Ai debora que sono ein. E agente visitou o castelo e tirou muitas fotos no castelo. Mas para entrar no castelo nós tínhamos que pagar 7e50 euros. Daí agente não entrou no castelo. Mas agente voltou e acredita que a debora estava dormindo ainda? E agora todos nós incluindo a debora vamos comer pizza. E vocês o que fizerão? Essa é a estória de hoje”.

terça-feira, 17 de março de 2015

GULOSEIMAS NO SUPERMARCHÉ FRANCÊS


   Arroz, purê de batatas, 
carne e salada!!   

Durante todos esses dias em que estamos aqui, temos cozinhado nossas próprias refeições. Fazemos basicamente arroz (que trouxemos do Brasil, com receio de não encontrar aqui), carne, purê de batatas, saladas e algumas vezes macarrão e sopa. 






A Anna Luísa só saiu na foto, mas não
experimentou nem o vinho e nem o queijo!
Ah, também temos degustado alguns queijos e vinhos, todos os dias, mas sem exageiros! kkk... Apesar de ter só uma taça no flat onde estamos, a gente se vira (afinal, o importante é o vinho; a taça é complemento).



   Sopa e torradas feitas pela Débora!!   

Até a Débora já entrou na dança, cozinhando por aqui. Amanhã, a propósito, é dia dela fazer comida (nas compras de hoje, ela se preparou para fazer um strogonoff amanhã).




     Mousse de chocolate!     
Para prepararmos nossas refeições, seguimos o mesmo costume que já tínhamos no Brasil (já que nossa casa lá fica em frente a um supermercado): fazemos compras todos os dias. Aqui, próximo de onde estamos, tem um supermercado bem grande, no estilo do BIG, que vende de tudo: o AUCHAN (www.auchan.fr). A Débora acha longe, muito longe (no reino de tão, tão distante, do Shrek) só porque temos que caminhar aproximadamente 1 km... No centro tem outros, menores, onde também costumamos fazer nossas compras (como o Carrefour City). O Jorge, como é fissurado em programas de fidelidade, já tem cartão-clube tanto do Auchan quanto do Carrefour!!!



Barrinhas de chocolate para
colocar no meio do pão e aquecer!!!


Nós (eu, o Jorge e as crianças) sempre gostamos de “passear” em supermercados em nossas viagens. Temos curiosidade de ver o que tem de diferente nas prateleiras de outros países.







A melhor das sobremesas italianas: Tiramisù!

Aqui na França tem muitas guloseimas, as crianças ficam loucas diante de tanta tentação (e os adultos também). Eu e a Débora fotografamos algumas gostosuras doces para mostrar pra vocês. 



Creme de pistache!


Tem algumas coisas parecidas no Brasil, mas outras são, no mínimo, inusitadas. Quer um exemplo? Olha ao lado a sobremesa de pistache (pouco comum prá nós, né?).







Bolacha de m&m!

Outra coisa que vimos por aqui foram produtos conhecidos, mas com versões diferentes. Quer alguns exemplos? 
Chocolate para comer gelado, 
mas não é sorvete!
Olha a bolacha de M&M's (aí na esquerda) ou à direita o Kinder ovo na versão pinguin (chocolate kinder para comer gelado - mas não se engane: não é sorvete). 




Bolinho de Milka!

Também tem um monte de brownies de todos os tipos e esse bolinho de milka aí do lado (hummm, isso deve ser booommmm!!!).







Esse nós provamos e aprovamos!!!
Obviamente que tem algumas coisas que são irresistíveis. Dá só uma olhada, por exemplo, nessa mousse de chocolate meio amargo... Delicioso! Ainda mais para mim que sou meio chocólatra (o Jorge riu com o "meio".. kkk).





Pipoca coberta com chocolate!

Outras coisas eu considero esquisitas (e não estou falando no sentido 'castelhano' da palavra). Por exemplo, uma pipoca coberta com chocolate. Gosto de pipoca e gosto de chocolate, mas não sei se as duas coisas combinam legal. 





Este eu ainda vou comer!!!
Se já provamos todas? Vontade deu, mas não provamos (ainda não). Acho melhor nem provar...Tô achando que se eu voltar para o Brasil com o mesmo peso que cheguei aqui estarei no lucro!!

domingo, 15 de março de 2015

PRIMEIRA MISSA NA FRANÇA

Ontem saímos para descobrir os horários e locais de missas por aqui (afinal de contas, domingo é dia de missa, né?). Estava fazendo uns 6 graus, mas o problema é que estava nublado e ventando um pouco. Por isso, teve algumas horas que passamos um frio danado.

   Família reunida no jardim interno da Prefeitura   
Pegamos o bonde e descemos pertinho da Prefeitura (muito bonita, por sinal, com jardins internos bem legais - e que devem ficar muito bonitos com as folhagens viçosas). A Catedral fica ao lado da Prefeitura e é enorme. A atual construção da Cathédrale Notre-Dame-de-l'Assomption foi iniciada em 1248 e demorou cerca de sete séculos para ser concluída (incluindo longas interrupções). Mas a primeira igreja construída no local data do século V.


   A Débora na escadaria da Catedral   
A Catedral é feita com pedras vulcânicas (a lava negra) e por isso é que ela tem essa cor. É de estilo gótico e tem uma torre muito alta, aberta a visitação (2). Na Catedral descobrimos os horários das missas na paróquia central. Tínhamos várias opções para o domingo, mas selecionamos a missa das 11h, na Basílica Notre-Dame du Port. Além do horário, que achamos bem conveniente, também fomos influenciados pela informação de que haveria 'liturgia da palavra' para as crianças. A gente não sabia muito bem o que queriam dizer com isso, mas resolvemos ir descobrir.




   Basília Notre-Dame du Port - do wikipedia   
Inscrita como patrimônio mundial pela Unesco, a Basílica Notre-Dame du Port é construída no modelo romano (com muitas formas geométricas em destaque). Muito bonita a igreja. Ela também tem um belvedere, em que não pudemos subir (porque abre apenas na parte da tarde, durante a semana). Mas a vista do pátio interno é bem bacana.




Como ainda tínhamos uns 20 minutos até a missa começar, ficamos "explorando" as redondezas. Entramos uns cinco minutinhos antes da missa começar. Cadeiras individuais, ao invés de bancos, por toda a Igreja, que parece menor de dentro do que de fora. 

   Folheto da missa (4 pags.)   
O folheto do dia (impresso em A4 normal) traz o Evangelho do dia, as músicas (com direto a cifra) e alguns avisos (veja aí do lado). O legal é que o povo todo canta e tem um 'maestro' lá na frente (que faz todo o gestual de maestro - não sei se dá para perceber na foto, mas é igualzinho a gente vê em apresentações de orquestras).

Durante a missa, eu estava bastante curioso para saber como seria a tal 'Liturgie de la Parole pour les enfants'. Até a oração da coleta, nada de diferente. Até que, logo em seguida, o Padre convidou as crianças para ir em uma sala lá no fundo (eu estava explicando algo do folheto para a Anna Luísa e nem ouvi o que o Padre falar isso, a Paula que me avisou: "Ele chamou as crianças para algum lugar"). A Anna Luísa não quis ir (pois teria que ficar sozinha por lá, sem ninguém para falar em português com ela). 

Então ficamos mais um pouco, até que, durante a segunda leitura, o Francisco lascou um: "cocô!"... Xiii, e agora? Peguei ele no colo e fui à caça de algum lugar para o Fran fazer o "número 2". Lá no fundo, perguntei a uma mulher sobre toilettes e ela me falou para perguntar na sala das crianças. Abri a porta e a criançadinha estava sentada em roda, fazendo umas atividades bíblicas. Tinha uns três ou quatro pais assistindo a galera e uns dois monitores cuidando dos trabalhos. Um desses pais me explicou onde achar o banheiro, mas diante da minha cara de insegurança se ia ou não achar, uma mãe se dispôs a me mostrar.

  Apesar do zoom no careca da frente, a
 intenção era destacar o maestro (esq.).
 
Segui a boa samaritana, que me levou até a lateral do altar, na entrada da sacristia. Passando duas portas, chegamos na sacristia e, para minha surpresa, tinha outra galerinha lá: os pequenos. Pelo que entendi, as crianças menores (até uns três anos) ficam ali, brincando, sob a assistência de um adulto. Levei o Fran no banheiro, mas não sem antes ele 'engordar o olho' em uns carrinhos que tinham ali. 

Feito e despachado o 'serviço', voltamos para a sacristia. O rapaz que estava acompanhando as crianças pequenas puxou papo em inglês, convidando o Fran para ficar ali, para que eu pudesse assistir à missa. Conversamos um pouco em francês e ele me disse que tem uma missa ali, todo domingo às 9h, celebrada em português (de Portugal). Disse que tem muitos portugueses que trabalham na Michelin e que um missionário português celebra a missa. 


Depois de muita insistência minha, o Francisco ficou por lá, enquanto eu voltei para a Missa. Fiquei na porta da Sacristia até o final da homilia. Então, entrei de novo para ver se o Fran estava bem. Ele estava faceiro brincando por lá, mas quando me viu, grudou e quis voltar para junto da Mamãe. Quando voltei, elas estavam preocupadas com a demora (acharam que eu tinha saído da igreja e tinham até ido atrás para ver se me achavam na rua). 

   Família na entrada lateral da Basílica.  

Mais um detalhe legal da missa: as crianças, que tinham saído para a liturgia da palavra, foram até o altar na hora da consagração e ficaram lá, quietinhas, ajoelhadas ou sentadas, até a hora da comunhão. 

Durante a comunhão, todas as crianças vão na fila, junto com os pais. Os que ainda não comungam vão com os braços cruzados e o padre dá uma 'benzidinha'... mas o lance dos braços cruzados eu só me dei conta quando o padre quase deu a hóstia para a Anna Luísa.

***
Ao final da missa, os avisos não são dados pelo padre. Ele chama as pessoas que darão os avisos. 


Para resumir, as diferenças dessa missa que fomos ficam por conta da forma como eles tratam as crianças. Eu achei bem legal, pois ao mesmo tempo que as crianças participam da missa, elas fazem atividades relacionadas à liturgia do dia. E, de quebra, ainda descobrimos que tem uma comunidade portuguesa. Valeu à pena!

sexta-feira, 13 de março de 2015

PRIMEIROS DIAS EM CLERMONT FERRAND


Chegamos em Clermont-Ferrand (daquele jeito...cheios de malas) no final de tarde da quarta-feira, dia 11 de março.  Nesses 8 primeiros dias ficaremos hospedados em um apartamento bem bacaninha que o Jorge alugou através do site airbnb (www.airbnb.com.br/c/acostaferreira3?s=8). O lugar é ajeitado, possui dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Tudo mobiliado. 


Cozinha da nossa "casa" temporária.
O dono (Pierre Lemerle) é jogador de Ultimate Frisbee, um esporte predominantemente amador, do qual a equipe do Pierre é campeã francesa e disputou duas copas do mundo. Durante nossa estadia no apartamento dele, quem nos recepcionou foi seu pai, porque ele estava em Dubai disputando a sua terceira copa do mundo (vide www.ffdf.fr/Actualites/FranceUltimate-Selections-Beach-Open-Direction-Dubai). Como ele viaja muito, quando está fora deixa o apartamento para locação.


Nossa sala até o dia 18 de março.
Nossa primeira tarefa, depois de subirmos cinco andares com as malas, foi procurar algo para comer. Eu, o Jorge e a Anna Luísa saímos à procura de um mercado, seguindo as dicas do Monsieur René Lemerle (pai do Pierre). Andamos aproximadamente 1,5 km até achar o tal do mercado Auchan (afff). Lá compramos água, macarrão, molho de tomate, leite e chocolate para a mamadeira das crianças.

A primeira refeição preparada por nós na França, então, foi macarrão. Apesar da simplicidade, ficou uma delícia...também, foi nossa única refeição decente daquele dia. As demais foram sanduba de trem ou de estação.


Nos outros dias, nossa tarefa principal era encontrar um apartamento para alugar até o final dos estudos do Jorge (final de outubro).


Place de Jaude - Clermont-Ferrand
Na quinta-feira saímos eu o Jorge e o Francisco (a Anna ficou com a prima Débora no apartamento) à procura de algumas imobiliárias que já tínhamos pré-selecionado na internet. Conseguimos um mapa da cidade (o Francisco achou embaixo do banco do trem) e graças a ele e ao moderno transporte da cidade (falaremos disso em outro post), nós nos viramos muito bem.

Chegando na primeira imobiliária, a atendente nos disse que eles não tinham apartamentos mobiliados para alugar. Vejam bem, a mulher falou um monte de coisas e eu não entendi nada, nada, nada mesmo; já o Jorge, que orgulho, entente e fala muito bem.


Rumo à imobiliária.
Paradinha para foto!
Fomos à segunda imobiliária. Lá conseguimos encontrar um único apartamento mobiliado. Nos levaram para conhecê-lo. Como dizemos no Brasil, “deu até um ruim” de ver a bagunça, porque o apê está locado para dois estudantes (já viu, né? Roupa limpa e suja para todo lado, camas muvuquentas, cheiro de chulé, etc.). Mas a localização é boa (perto da estação central de trens, de escolas para as crianças), tem máquina de lavar, tevê (velhinha, mas funciona) e, além disso, tem 3 quartos, justamente o que nós queríamos.


Decidimos alugá-lo e marcamos a entrega das chaves para dia 30 de março, às 10h30. Simples não é? Pior que não... Uma das condições para se alugar um imóvel aqui é ter uma conta em um banco francês. Muito bem, fomos até o banco, um HSBC recomendado pela própria imobiliária. E aí começamos a ver algumas diferenças Brasil x França (se para melhor ou para pior, você decide!).


Assim que entramos na agência (que não tem filas nem caixas visíveis – acho que eles ficam misteriosamente escondidos), soou uma campainha (sensor de presença). Logo, veio uma funcionária perguntar se tínhamos hora marcada ("Claro que não, né?" – pensamos... quem é que marca hora para ir no banco? Pois é, na França, marcam).


O Jorge falou o que achávamos que seria a palavra secreta para a atendente nos estender o tapete vermelho: “queremos um rendez-vous para abrir uma conta”... Nenhum entusiasmo do lado de lá. A moça pediu passaporte, perguntou se tínhamos conta HSBC no Brasil (não temos) e, ao ver a duração do visto (até novembro), perguntou até quando pretendíamos ter a conta. Assim que dissemos “até outubro”, acabou nosso atendimento. “Não abrimos conta de curto prazo”, disse ela. Não adiantou insistir; ela cortou a gente, dizendo que as contas são abertas para durar pelo menos três, quatro anos. Por fim, sugeriu dois outros bancos próximos.


Banco Popular que nos aguarde!
Das duas opções, uma tinha ‘Popular’ no nome. Sem dúvida, fomos nesse (torcendo para que ‘popular’ significasse “vamos abrir sua conta rapidinho, mesmo que vocês fiquem só até outubro por aqui”. Entramos e parecia o mesmo banco (ninguém à vista, logo vem alguém e nos pergunta do tal rendez-vous). Conseguimos, finalmente, marcar um rendez-vous... eles vão nos atender na quarta feira, mas da outra semana (daqui há 12 dias!!!), para então analisar nosso pedido. E ainda solicitaram um comprovante de endereço! Depois que o Jorge explicou que queria abrir a conta justamente para poder ter um comprovante de endereço, a atendente deu uma amolecida e falou para providenciarmos algum documento que informasse que vamos alugar o apto. Bom, teremos que voltar na imobiliária.


Final do capítulo de hoje desta história de alojamento: sabemos onde vamos ficar apenas até 18 de março. Depois disso, ainda não temos destino. Ainda bem que as atividades do Jorge só vão se intensificar na Universidade a partir de Abril.


Au revoir!!