quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

UMA CIDADE POR CIMA DE UM VULCÃO!



Esse post será inteiramente dedicado à cidade que nos acolheu tão bem neste período em que estivemos vivendo na França. Para quem, assim como nós, achava que a França era só Paris, vai se surpreender com o tanto que Clermont-Ferrand tem a oferecer.

Parque Montjuzet! Vista fantástica de Clermont-Ferrand!


Puy de Dôme!
Aqui na nossa cidade francesa, os quatro elementos são marcantes. Fogo, Água, Terra e Ar tem peculiaridades e encantos, nesta terra dos vulcões de Auvérnia. Clermont-Ferrand tem uma localização excepcional: a alguns quilômetros, oitenta vulcões adormecidos mostram as suas silhuetas; o principal deles, que dá nome ao Departamento, é o emblemático Puy de Dôme (cujo perfil é a marca registrada da região da Auvérnia).

O imponente Puy de Dôme !!
O voo dos parapentes de cima do Puy de Dôme é um espetáculo a parte!

Altitude do Puy de Dôme!



Clermont-Ferrand é a porta natural e principal cidade do Maciço Central, um vasto território de montanhas e planaltos que ocupa mais ou menos 15% do território francês continental. Clermont-Ferrand tem uma posição estratégica: se você pegar um mapa e meter o dedo no meio da França, vai estar bem pertinho de nossa cidade auvergnate (esse é o adjetivo pátrio de quem nasce na região de Auvergne).

Ao fundo a Catedral Negra!
A origem de Clermont-Ferrand é bastante interessante. Na verdade ela se originou da junção de duas cidades que têm histórias independentes (e que eram um pouco rivais): Clermont, sob o poder do bispo, e Montferrand criada pelos condes de Auvérnia. Essa dualidade deu à moderna Clermont-Ferrand um patrimônio interessantíssimo: DOIS centros históricos (o de Clermont e o de Montferrand). Em Clermont, a Idade Média foi próspera. Para o concílio de 1095, o Papa Urbano II escolheu a cidade para aí pregar a primeira cruzada (uma das principais praças da cidade abriga a estátua de Urbano II apontando para Jerusalém). Duas "pérolas" da arquitetura sacra ilustram este período: a basílica romana de "Notre Dame Du Port", inscrita como patrimônio da Humanidade na Unesco,  e a singular Catedral Negra, com seu conjunto de vitrais e pinturas.

As obras da catedral tiveram início em 1248 e terminaram no século XIX. É o primeiro e mais vasto edifício construído em pedra Volvic.




Mas a história não fica só nos elementos religiosos. O centro histórico é repleto de belas moradias do Renascimento e do Século das Luzes; além disso, inúmeras fontes contam uma história à parte (cada uma delas ricamente decorada com motivos interessantíssimos).

Uma das inúmeras fontes!



Existem muitas estátuas espalhadas pela cidade. Uma delas é o Vercingétorix uma obra de Bartholdi, a quem devemos também a Estátua da Liberdade em Nova Iorque. Para quem não sabe, reza a lenda que Vercingétorix (72 a.C. - 46 a.C.) foi um herói gaulês que conseguiu uma inédita unificação dos principais povos da Gália à época de Júlio César, para combater a dominação romana. Há quem diga que a ideia de Nação Francesa nasce justamente com o Vercingétorix. Lembra do Astérix? Então, foi inspirado no herói Auvergnate (aliás, a região leva o nome da tribo do dito cujo, os Arvernes).


Na Place de Jaude, Vercingétorix a cavalo!

Em Montferrand, a herança deixada é seu tecido urbano com fundação da cidade no Século XII. O patrimônio da Idade Média e do Renascimento pode ser visto ao longo das casas com paredes de madeira, pátios interiores, caves e finas decorações esculpidas. As caves são um capítulo à parte; esses "porões" das casas eram parte imprescindível das construções medievais. Um dos que visitamos tinha uns 100 m², fonte de água corrente e condições de abrigar um monte de gente por longo tempo, além de ligações com outras caves de construções vizinhas.

Montferrand abriga atualmente um dos festivais medievais mais tradicionais e bacanas da região, a respeito do qual já falamos em outro post (aliás, festival medieval é um negócio meio frequente por aqui). Algumas fotos das construções de Montferrand:














Clermont também foi a cidade onde nasceu o matemático, físico e filósofo francês Blaise Pascal. Nascido em 19 de junho de 1623, Blaise Pascal fez em Clermont-Ferrand a prova da gravidade do ar. Aqui muitas coisas levam o seu nome, escolas, universidades, cafés, ruas. Tem Museu com réplicas da pascaline (a máquina de somar inventada por Pascal), com manuscritos originais de algumas de suas obras (inclusive obras de filosofia e teologia), medalhões no chão com seu perfil (em frente a edifícios históricos), e por aí vai.


Aqui também é onde foi fundada a famosa Michelin, que já mencionamos em posts anteriores. Aliás, a história da Michelin é belíssima: essa empresa que nasceu como fábrica de implementos agrícolas foi pioneira em um monte de coisas (pneus que 'tapam' automaticamente o furo, trem com pneus de borracha, pneus sem borracha para veículos lunares; até mesmo a primeira pista de decolagem 'asfaltada' foi criação dos Michelin).


Na metrópole de Auvérnia, a imaginação também tem um papel destacado. Clermont-Ferrand é conhecida como a capital mundial do curta-metragem, apresentando um dos festivais de cinema mais importantes da França (tá pau-a-pau com o Festival de Cannes). 

Igualmente importante é a bola oval, erguida pela equipe de rugby  "amarela e azul" da ASM, ou simplesmente Montferrand Rugby. Fomos assistir a um dos jogos e foi simplesmente sensacional!!!! O Francisco agora vive brincando de rugby, se jogando no chão...diz ele que vai ser um jogador de rugby quando crescer.












Tivemos também a oportunidade de assistir um treino da equipe de rugby. Foi muito legal, em especial porque as crianças puderam tirar fotos com alguns dos jogadores.









Mas tem uma última coisa que PRECISAMOS contar para vocês. Auvergne é também uma região abençoada pelos seus queijos com AOC (denominação de origem controlada). Essa sigla quer dizer que esses queijos são tradicionais e cuja produção está fortemente conectada à região, sendo praticamente impossível reproduzir esses queijos em outro lugar do mundo. 
A região tem cinco queijos com AOC. A gente experimentou todos, inclusive em eventos festivos que contavam com a participação de associações "queijeiras". Os queijos são deliciosos, e nos vamos listar primeiro os dois que nós mais gostamos. São eles:

Saint-Nectaire: Logo que foi introduzido na corte, se tornou o queijo favorito do Rei Sol (Luis XIV). Ele tem uma massa 'untuosa', cremosa, e é recoberto por uma leve camada de fungos, devido à maturação em caves (originalmente, cavernas escavadas na rocha; atualmente, também em câmaras frias, mas sempre com ao menos uma parede de terra ou pedra). Esse é o nosso preferido também.


Anna Luísa mostrando o Saint-Nectaire!

Compras feitas!



Bleu d'Auvergne: A criação desse queijo é bem mais recente, do século XIX. Sua história é curiosa: um agricultor da região resolveu colocar no requeijão que ele produzia um pouco do mofo do pão-de-centeio (isso mesmo, adicionou mofo no queijo, com uma agulha). A região produz hoje mais de 5 mil toneladas de bleu d'Auvergne. Na nossa opinião, é imperdível na pizza (com endives) e na macarronada (espaguete).

Cantal: O mais antigo dos queijos de Auvergne, tem registros de cerca de 2.000 anos. Interessante como o solo vulcânico influencia no seu sabor. Ele é tão importante que um dos Departamentos de Auvergne leva o seu nome: Cantal. Classifica-se em Cantal jovem (30 a 60 dias de maturação), Cantal entre-deux (90 a 120 dias) e Cantal velho (pelo menos 240 dias de maturação).

Fourme d'Ambert: Fourme é o nome do utensílio de cozinha em que se coloca a coalhada. Dizem por aqui que foi invenção dos druidas, os sacerdotes dos gauleses. A fourme já foi usada como moeda (por volta do século IX) e uma das vilas mais importantes para a região na época se chama Ambert. Daí vem o nome (aliás, em Ambert, até o prédio da prefeitura tem formato de Fourme). Esse queijo é o mais suave dos cinco e tem aromas interessantes de flores das montanhas daqui, já que um dos requisitos para a produção desse queijo é que a alimentação do gado seja de ao menos 30% de flores das montanhas.

Salers: Dos queijos AOC d'Auvergne, esse é o único cuja produção é exclusiva de propriedades rurais (ou seja, laticínios não produzem). Ele só pode ser produzido entre 15 de abril e 15 de novembro, o que meio que garante que as vacas se alimentem só de pastagem natural, sem forragem (ou com muito pouca). É impressionante como isso afeta o sabor dos queijos. Além disso, a "gerle", um utensílio de madeira, também contribui para o aroma marcante desse queijo. 
Delícia!!
Se quiserem saber um pouco mais sobre a "nossa" cidade francesa, as páginas da prefeitura e do Office de Turisme de Clermont-Ferrand têm um mundo de coisas a contar:
www.clermont-ferrand.fr e  www.clermont-fd.com

Abraços!!

Família Viajante






















































domingo, 6 de dezembro de 2015

FIM DE SEMANA NA BULGÁRIA!



Sempre tivemos vontade de conhecer um país do Leste Europeu. Aproveitamos um "achado" de passagens (ônibus e avião) e fomos passar dois dias em Sófia, capital da Bulgária. 

Família Viajante em frente a Galeria Nacional de Arte!

Sófia nos encantou. Seu idioma é o búlgaro, que usa o alfabeto cirílico e sua moeda é o "Leva"  que custa metade do Euro e, portanto, deixa os preços beeeeem mais atrativos. 

Anna Luísa comprando uma pipoquinha e mostrando seu "leva"!


Advinha quem amou o alfabeto cirílico e ficava desvendando as palavras?


Nos dois dias em que estivemos na capital búlgara conseguimos visitar, à pé, os principais pontos turísticos. Vamos contar um pouquinho sobre os que mais gostamos:

Catedral de Alexandre Nevsky: é uma catedral ortodoxa, no centro de Sófia. Construída em estilo neobizantino, a catedral é uma das principais atrações turísticas da capital búlgara. É enorme e impressionante, além de ficar no centro de uma praça que reúne outras igrejas importantes e muitos canteiros de flores de deixar o queixo caído.
Foi erguida em homenagem aos soldados caídos em combate durante a guerra Russo-Turca de 1877-1878 que libertaram a Bulgária do domínio Otomano. Segundo informações da placa na entrada da igreja, havia soldados russos, franceses, belgas, dentre outros.

Catedral vista de frente.




:)


Impressionante arquitetura neobizantina.

Próximo à Catedral as crianças se divertem em uma estátua de leão.


Rica em detalhes.




<3



Igreja Ortodoxa de São Nicolas: construída no local de uma antiga mesquita, esta magnífica Igreja Ortodoxa é chamada pelas pessoas de lá como Igreja Russa. Foi construída como igreja oficial da embaixada russa (daí o apelido), que costumava ser nas proximidades. O que chama atenção são os belos telhados multicolores. Lá dentro o Jorge viu um pedaço de uma celebração ortodoxa (realmente muuuito diferente da católica apostólica romana).

Igreja Russa e os meninos!


Igreja Russa e as meninas (já muiiiito cansadas)!




Igreja de São Jorge: uma igreja de tijolos vermelhos do início do cristianismo, é considerada o edifício mais antigo de Sófia. Construída pelos romanos no século IV, é famosa pelos seus afrescos dos séculos XII-XIV na cúpula da igreja (pena não poder fotografar no interior da igreja). Ela também é chamada de rotonda, por causa do formato da cúpula. Como muitas igrejas da cidade, foi usada como mesquita no período otomano.

Vista do fundo da igreja.


Vista dos fundos onde observa-se restos antigos de construção.




Entrada principal.


Plaquinha fácil, fácil de ler.
(Desafio da Anna Luísa: ache onde está escrito Georgi Rotonda)


Bandeira da Bulgária!


Jorge e São Jorge!





Galeria Nacional de Arte : é o principal museu de arte da Bulgária, abrigando uma coleção de cerca de trinta mil obras de arte búlgaras. A galeria fica no prédio do antigo palácio real da monarquia búlgara, abolida em 1946. Na fachada do prédio, dos dois lados, fontes de águas a 39°C comprovam uma das famas mais antigas de Sófia (desde o tempo do domínio romano): estância termal de luxo.


Antigo palácio real da monarquia búlgara, hoje Galeria Nacional de Arte.


<3

Fonte termal.





Estátua de Sófia: a estátua de Santa Sófia foi erguida em 2001, substituindo o monumento de Lenin, que foi retirado do local na época das mudanças burocráticas na Bulgária (após a queda da União Soviética, o país passou por um longo período de profundas transformações). Ela é feita de cobre e bronze e possui os símbolos de poder (representado pela coroa), de fama (pela coroa de flores, na mão direita) e de sabedoria (pela coruja, no braço esquerdo).



Estátua de Sófia ao fundo.




Aqui dá para ver a coroa e a coruja no braço esquerdo.


Praça Slaveykov: seu nome é em homenagem aos ilustres escritores búlgaros Petko (1827-1895) e Pencho Slaveykov (1866-1912). Seus nomes, em búlgaro, são 
Пенчо e Петко Славейков. Pai e filho estão entre os maiores escritores, poetas e jornalistas da Bulgária. Em 1879 Petko trouxe sua família para Sófia e comprou uma casa nessa praça. Hoje, a praça tornou-se uma livraria ao ar livre (várias bancas vendem livros, revistas e gibis, novos e usados) e um local para encontros dos cidadãos de Sófia. Chegamos lá com um simpático bondezinho.


Monumento em homenagem aos Slaveykov: Anna Luísa no colo do vovô Petko e Francisco José com o vovô Pencho.


Famosa selfie!


Livraria ao ar livre.


Monumento ao Tsar Liberador: foi erguido em homenagem ao imperador russo, Alexandre II, e seus mais de 200 000 soldados que deram suas vidas durante a Guerra de Libertação Russo-Turca (1877-1878). O monumento é imenso; na foto abaixo coube apenas um pedaço dele.




Monumento ao Tsar Libertador.


Ponte das águias: Uma bela ponte construída em 1891. As figuras de bronze de quatro águias simbolizam os cidadãos de Sófia retornando de um exílio e sendo recebidos por suas famílias naquele local.



Enquanto procurávamos a Ponte das águias encontramos essas esculturas.


Uma paradinha para escorregar na pista de bike.


Imitando os soldados.


Ponte das águias.


<3

Teatro Nacional Ivan Vazov: é o mais antigo e o mais reconhecido teatro do país, também é uma das maiores atrações da capital búlgara. Tomou emprestado o nome de um famoso escritor búlgaro e é uma das melhores representações de edifício neoclássico de Sófia.


O selfie não pode faltar.


Cheios de charme.


Imitando a estátua.



Arena di Serdica: A cidade de Sófia foi originalmente um povoado trácio com origens por volta de 4 séculos a.C. Seu nome original era Sérdica (nome provavelmente derivado dos celtas, povo que habitava a região). Cerca de 29 a.C. a cidade foi tomada pelos romanos e rebatizada com o nome de Ulpia Serdica. Conto isso para vocês entenderem como e porquê foi encontrada a Arena (ou Anfiteatro) de Serdica: em 2004, durante as obras de ampliação da rede de metrô da cidade, foram encontrados vestígios romanos. Um arqueólogo da Universidade de Sófia foi dar uma olhada e ficou MA-RA-VI-LHA-DO com o que viu. Embora as obras de recuperação da Arena ainda estejam em andamento, é possível ver muita coisa. Só para ter uma ideia, a arena em seus tempos áureos tinha só 10 metros a menos que o Coliseu. Mas, na verdade, há um complexo de restos arqueológicos (muita coisa ainda não catalogada, outras ainda não liberadas para visitação). Então, o que chamamos de Arena é muito mais que o anfiteatro.   



Vestígios arqueológicos dentro da estação de metrô!


Anna Luísa Arqueóloga!
Parte das obras de 'revelação' das construções romanas!



Sinagoga de Sófia:




Construção imponente na frente do Mercado Central!


Selfie em frente à Sinagoga...


Belíssima construção. Detalhes para as janelas por fora...

... e por dentro!


... Jorge e Anna Luísa explorando os detalhes!


... Francisco também querendo descobrir tudo!


Mosteiro Banya Bashy:



... o Islã também está por aqui!


Para entrar tem que estar descalço (cheirinho de xulé lá dentro)!



Mercado Central Hali: é um "mercadão" com uma infinidade de bancas vendendo frutas, legumes, azeitonas, iogurtes, queijos e comidas típicas. Além de comida o prédio é muito bonito e organizado. Passamos um bom tempo caminhando por lá e também visitamos um brechó muito legal no subsolo (o Jorge até fez cartão de fidelidade lá)!



Uma pequena fonte em forma de estrela no centro do mercado.


Ao fundo, um pouco do mercado.

Jantar típico: para fechar com chave de ouro o nosso passeio por Sófia, fomos a um restaurante onde além da comida típica, pudemos apreciar um show com danças e músicas da Bulgária. A comida é meio diferente e vale a pena experimentar (embora não seja a mais saborosa do mundo, vale pela experiência), mas o show foi realmente UM SHOW! Detalhe para a apresentação paralela do Francisco, dançando ao ritmo das músicas tradicionais de lá (teve até gente filmando e tirando foto dele).


Francisco José A-D-O-R-O-U  a apresentação artística!




Coca-cola escrita em búlgaro!




Esse é um dos pratos típicos mais famosos da Bulgária: Shopska, ou Шопска em Búlgaro.


Kalugerska, ou Salada do Monge (Калугерска em Búlgaro). 


Kalugerska: uma salada picante com feijão (meio diferente do "nosso" feijão, mas gostoso).


Vitela (телешко, no cardápio Búlgaro). 


O Jorge tinha que experimentar esse prato; olha o nome: Cordeiro de São Jorge (Агнешко по Гергьовски).




Para encerrar a prosa (nesse post que ficou ENORME), o que temos a dizer é que conhecer a capital da Bulgária foi uma experiência cheia de adjetivos: surpreendente, fascinante, relativamente barata, pouco cansativa (visitamos quase tudo à pé) e que merece BIS.

Deixamos para vocês dois pequenos vídeos: 

  • O primeiro de um pedacinho de um casamento que vimos na Igreja Ortodoxa (sei que o áudio está bem baixinho, mas tente prestar atenção no canto do 'Padre' e do 'Coro', abençoando a entrada dos noivos).
  • No segundo vídeo, um flagrante do Francisco José dançando na apresentação típica da Bulgá
  • ria (ele não queria ser filmado, mas a gente deu um jeitinho). 
Um abraço da FAMÍLIA VIAJANTE!