quarta-feira, 27 de maio de 2015

LIMOGES,BORDEAUX E SAINT-EMILION!

No dia 14 de maio tivemos mais um feriado aqui na França, a Quinta-Feira da Ascenção. Aproveitando que estamos perto de muitas maravilhas, é claro que fomos passear! O destino: Bordeaux ou em português Bordéus,  uma das regiões vinícolas mais famosas do mundo.

Gare de Limoges!


Tenho muitas funções aqui na França: lavar, passar, cozinhar, limpar a casa... Mas a que mais gosto é preparar os roteiros de viagens com a ajuda das crianças; eles sempre sabem onde vamos e o que vamos encontrar por lá!


Saímos no dia do feriado, na quinta-feira pela manhã, naquele velho esquema: carro alugado, mercado, guloseimas... Como Bordeaux fica a mais de 300 quilômetros de Clermont-Ferrand, ao fazer o roteiro optamos por dormir em uma cidade mais ou menos no meio do caminho e aproveitar para conhecê-la um pouco. A cidade que escolhemos para fazer essa 'ponte' foi Limoges, capital da região do Limousin.


Chegamos em Limoges por volta das 16h. Estávamos com muita fome (apesar das guloseimas). Então deixamos as coisas no hotel e saímos para passear um pouquinho na cidade e procurar algo para comer. 

Depois de devidamente alimentados, a Debora foi dormir e nós saímos para dar uma volta com as crianças, afinal, ficar das 18h até a hora de dormir em um quarto de hotel com duas crianças cheias de energia não iria dar muito certo.


Resolvemos ir até a Cathédrale de Saint Étienne. Ao chegarmos perto ficamos admirados com tanta beleza. Essa Catedral de estilo gótico, teve sua construção iniciada em 1273 e foi concluída no final do século XIX, seis séculos depois.

Cathedrale de Saint Étienne ao fundo!

Muito bonita!


Vista lateral da Cathedrale!


Ao lado da Cathédrale tem um lindo e gigantesco jardim. Na verdade, são vários em sequência, levam o nome de Jardins de L'Évêché. Os jardins são basicamente um conjunto de terraços em vários níveis, com vista para Limoges. Ficamos encantados ( pra variar) com tanta beleza. Quando a gente achava que já tinha acabado, encontrava mais um nível ou uma seção do Jardim... Depois do passeio, levamos as crianças para brincar em um parquinho do lado do L'Evêché. O Jorge buscou uma pizza e fizemos mais um lanchinho ali, vendo as crianças se divertir. Tinha um escorredor tão grande lá que até o Jorge escorregou.

Um belo e gigantesco jardim!


;)


Mais um dos terraços do jardim!


Jardim Botânico!


As crianças amaram!




Muito bem cuidado e cheio de detalhes!



No outro dia, antes de seguirmos para Bordeaux, fomos conhecer mais um ponto turístico: a Gare de Limoges (estação de trem). Uma obra arquitetônica lindíssima inaugurada em 1929, também ladeada por um belo jardim. Aliás, Limoges tem um monte de jardins e parques, um mais bonito que o outro.





Brincando de barraca na árvore, no Jardim em frente à Gare!


Não é linda?
Além disso, também fomos no Museu da Resistência, em Limoges. Como o nome sugere, o Museu tem coleções permanentes que contam um pouco da história francesa durante a II Guerra Mundial. Refrescando um pouco a memória, durante a Guerra, por cerca de 4 anos, a França foi meio "aliada" da Alemanha, o país foi dividido em três territórios (alemão, italiano e francês) e havia um clima terrível (alguns eram favoráveis à ocupação, outros eram tolerantes e outros lutavam contra). Muita coisa dramática aconteceu, tudo documentado no Museu.



BORDEAUX, A CAPITAL DO VINHO NA FRANÇA

Chegamos em Bordeaux no final da tarde. Guardamos nossas coisas e já fomos andar pela cidade. A cidade de Bordeaux é cheia de esculturas ao ar livre, dos mais diversos estilos.

A primeira parada foi na Place du Palais onde fica a Porte Cailhau (1493-1496), monumento dedicado ao rei Charles VII, que venceu a batalha de Fornovo (Itália). 


Porte Cailhau, que abriga um serviço de informação turística!

Esculturas na Place du Palais!

Caminhando por ali, encontramos uma vitrine cheia de presunto pata negra. Eita que negócio gostoso! Não resistimos e tivemos que comprar um sanduíche de Pata Negra.


Pata negra, o Porco!


Pata Negra, o presunto. Uma delícia (e uma fortuna em peças na vitrine)!


Saboreando um panini de pata negra!!!


O Francisco, que quase não gosta de carninha, por pouco não surta!!!!


Depois do delicioso sanduíche, fomos conhecer a Cathédrale Saint-André. Localizada na Place Pey Berland, foi construída entre os séculos XII e XVI. Listada como Patrimônio Mundial pela UNESCO, esta catedral é a maior de Bordeaux. Tem uma porta que foi construída exclusivamente para a entrada do rei (se não me engano, Luis XV), durante as bodas... claro, se chama Porta Real, né? 

A propósito, Pey Berland é o nome do arcebispo que iniciou a construção da Catedral. Outra curiosidade é que a torre do sino é separada da Igreja... uma construção à parte. Segundo os arquitetos da época, como se pretendia colocar ali o maior sino do mundo, a construção separada da Torre Pey Berland visava não afetar a estrutura da Igreja com o badalar dos sinos.


Cathédrale Saint-André!


Um dos lugares que as crianças estavam mais ansiosas para conhecer era o espelho de água localizado na Place de la Bourse. A praça era o principal espaço comercial da época de ouro de Bordeaux (em especial, a época dos grandes lucros com a escravidão). De um lado, ficava o prédio da alfândega, que registrava a entrada de todas as mercadorias pelo porto (sim, Bordeaux era servida por um porto de água doce). Do outro, o mercado central, para transações financeiras e de grandes lotes de mercadorias.



Diversão no espelho d´água em frente a Place de la Bourse!
O espelho de água foi construído em 2006 e é o maior do mundo com 3450 m². Esta espetacular obra alterna os efeitos entre espelho e neblina. E quando a lâmina de água escorre, reflete lindamente os prédios da praça (veja nossa foto).


Francisco ficou só de cuequinha!




O Jorge também foi brincar!


As transformações regulares de 2 cm de água sobre uma gigantesca laje de granito deixam o lugar, mágico, numa cena permanente de brincadeiras para os mais pequenos, de ambiente romântico para os enamorados e num passeio refrescante para os dias mais quentes.


Reflexo do Palais de la Bourse no espelho d´água!


<3
No domingo, antes de voltarmos para Clermont Ferrand, resolvemos passar em Saint-Émilion, uma pequena cidade medieval localizada a cerca de 40 km de Bordeaux. É que Bordeaux é a capital mundial do vinho tinto, mas não vimos uma videira sequer por lá. Disseram que hoje a produção vinícola é só nos municípios do entorno.

Em Saint-Émilion, declarada Patrimônio Cultural pela Unesco, vivem cerca de 2700 pessoas e sua região compreende aproximadamente 900 produtores de vinhos. A cidadezinha batiza uma das principais denominações de vinhos da França, uma das principais referências de Bordeaux.

Ao chegarmos encontramos uma feira de produtores. A feira já estava no fim, mas mesmo assim os que ainda estavam lá foram muito bacanas conosco. Na primeira barraquinha provamos o foie gras (esta iguaria típica da França é um patê gorduroso feito com fígado de patos). Eu e o Jorge gostamos bastante do patê, até compramos um.

Em uma outra barraca fomos surpreendidos pelas cores dos tomates (vermelho, amarelo, laranja e um bem escuro com tons de preto e cinza). As crianças ganharam um amarelo para degustar.

Passamos umas três horas em Saint-Emilion, cidadezinha agradável, com pessoas simpáticas e um visual lindo. O Jorge levou as crianças para andar de trenzinho por algumas vinícolas, enquanto a gente esperava passeando pela cidadezinha. Saint-Emilion é realmente muito agradável... ficamos com vontade de voltar.




Propaganda dos Foies Gras.


Jorge degustando uma torrada com foies gras!


As crianças ganharam um tomate amarelo para degustar!


Tomate de várias cores!


As crianças gostaram do tomate amarelo!!! Compramos alguns!


Em Saint-Emilion, parreiral ao fundo!


Terminamos assim, mais um passeio. Cada lugar uma descoberta, uma vontade de voltar sem nem mesmo ter ido embora. Somos muito abençoados por ter essa oportunidade. Agradeço ao Jorge que mesmo diante de tantas tarefas e estudos reserva os finais de semana para curtir lugares tão lindos em família.

Au revoir!!
                                                                                                                                                              








sexta-feira, 8 de maio de 2015

NIMES, A ROMA FRANCESA!

Pont du Gard, próximo a Nîmes!


Primeiro de Maio não é feriado apenas no Brasil. Aqui na França também é feriado. Claro que aproveitamos para passear um pouquinho. Na verdade, graças às sugestões da Camila Luz (minha maitresse de francês) e do José Hilário (meu irmão), decidimos ir para a cidade de Nimes (no sul da França, próxima a Montpellier). A cidade de Nimes data de antes de Cristo e, atendendo pelo nome de Nemausus, foi uma importante cidade do império romano. Nimes possui uma arena da época do Império Romano (que lembra muito o Coliseu), a qual abriga inúmeros espetáculos. O espetáculo que fomos assistir, em sua sexta edição, é ambientado nos Jogos Romanos e mobiliza mais de 500 artistas e simpatizantes da história romana.






Desta vez lembramos de tirar uma foto com nosso
carro alugado! Econômico, fez mais de 20 km/l no diesel.

Alugamos um carro para o final de semana. A minha tarefa era providenciar o carro e a hospedagem. Carro alugado (um veículo diesel, muito econômico, afinal combustível aqui é caro pra caramba), encontrei um apartamento no airbnb (já comentei sobre como esse site é bacana em outro post). O apartamento que locamos fica bem no centro histórico de Nimes, uma localização perfeita!





Foto tirada pela Anna Luísa em frente a
Igreja de Issoire! (viu o dedinho dela?)



A tarefa da Paula era programar a viagem. Como a distância entre Clermont Ferand e Nimes é de cerca de 400 quilômetros, a gente decidiu que seria mais divertido e menos cansativo ir fazendo paradas ao longo do caminho, para conhecer outros lugares também. O difícil foi escolher onde parar, dada a quantidade de opções (como diz a Paula, cada cidadezinha que ela pesquisava, ao longo do trajeto, tinha seus encantos). Decidimos que faríamos duas paradas: Viaduc de Garabit e a cidade de Severac-le-Chateau (mais à frente comento sobre elas).






Issoire e sua Igreja     ;)


Bagagem pronta, partimos de viagem por volta das 11h (bem tarde, é verdade, porque a Anna Luísa estava meio adoentada e achamos melhor que ela dormisse bastante). Programamos o GPS para evitar pedágios, o que faria a viagem um pouco mais longa e lenta, mas poderíamos ver melhor a paisagem e ainda economizaríamos uns tostões (os quais, cotados em euros, são bem significativos – segundo o site via michellin, poderíamos gastar até 40,5 euros de pedágio em uma perna só da viagem).



Paula recebendo o Muguet!

Como a gente saiu tarde, resolvemos dar uma parada a pouco mais de 40 quilômetros, na cidade de Issoire, para comer alguma coisa. E topamos com uma igreja magnífica. Não deu outra, paramos para dar uma olhada e tirar umas fotos. Em pleno feriado de primeiro de maio, observamos várias barraquinhas na praça em frente à igreja vendendo flores. Eu, muito curioso, fui investigar porque as barracas vendiam todas a mesma flor. E acabei presenteando a Paula com um ramo de Muguet, a flor do primeiro de Maio na França. 
Close de um Muguet,
para vocês verem como é!
Essa florzinha já era cultuada pelos celtas, que celebravam o início do verão mais ou menos em maio e acreditavam que o muguet trazia sorte (não se esqueçam que estamos localizados no coração da antiga Gália, que foi dominada pelos celtas). 



Igreja de Issoire!





Mas a moda pegou mesmo por invenção real: o Rei Charles IX, a partir de primeiro de maio de 1561, passou a presentear todos os anos as damas da corte com um ramo de Muguet. Muitos estilistas (inclusive Christian Dior) presenteiam suas clientes anualmente com o Muguet. Sorte ou não, a Paula ganhou um Muguet pelo nosso aniversário de namoro (11 belos e felizes anos).










Depois do Muguet e de almoçarmos, estrada novamente. Partimos rumo à próxima parada da viagem: le Viaduc de Garabit. O Viaduto de Garabit é uma obra impressionante de Gustave Eiffel (exatamente, o pai da torre Eiffel). Precisamos sair um pouco da rota, mas valeu a pena. 
Le Viaduc du Garabit.






Impressionante a dimensão e a beleza do Viaduto de Garabit!
































O Viaduto de dimensões impressionantes é uma obra de arte. A placa descritiva do viaduto, em um dos pontos de observação, menciona Eiffel como “o mago das vigas de ferro”. 










Foto entre os vãos do Garabit    :)



Originalmente, o Viaduto de Garabit ficava a mais de 120 metros acima do nível da água (décadas depois, uma barragem fez o nível da água aumentar) e se estende por quase 600 metros de comprimento.












Uma obra impressionante de Gustave Eiffel!


Pode parecer ostentação, mas a impressionante ponte, mais do que uma obra faraônica, reduziu em muito os custos da ferrovia (por ter encurtado dezenas de quilômetros do traçado original). 












Lembra muito a Torre Eiffel!





Não conseguimos fazer fotos com a gente, pois a maior parte das fotos foram tiradas de dentro do carro (estava chovendo). Mesmo assim, as imagens falam por si mesmas.



Ao fundo, Severac-le-Chateau!
Depois de perdermos o fôlego com o viaduto, estrada novamente... agora, rumo a Severac-le-Chateau. Quando chegamos à parada da rodovia que leva o nome le Chateau (as rodovias da França têm paradas muito legais; em outro post comentarei sobre isso), ficamos impressionados com a vista. Confira as fotos para ver como é bacana. Não resistimos e tivemos que ir à cidadezinha; o plano original era subir até o castelo ao alto do monte. Contudo, a chuva engrossou e resolvemos que era melhor tocar para Nimes e deixar o Chateau para a volta.



Crianças admirando o Viaduc de Milleau e o vale!
Novamente na rodovia, resolvemos passar por um trecho com pedágio, apenas para poder atravessar o Viaduc de Milleau, considerada a maior ponte do mundo em sua categoria e que é homenageado na nota de 500 euros – série Europa. 










:)
Não conseguimos parar para apreciar o Viaduto na ida (chuva e as crianças dormindo), mas na volta, com sol e com as crianças animadas, foi uma parada muito agradável (por praticidade, vou comentar sobre ele agora). O Viaduto de Milleau tem quase 2,5 quilômetros de extensão e mais de 300 metros de altura. 






Linda vista do vale!



É de fato muito bonito e mostra o resultado da parceria entre um engenheiro francês e um arquiteto inglês. É mesmo impressionante, sem contar a bela vista do vale que se tem...





Maison Carrée!
Mais uns 200 quilômetros depois do Viaduto de Milleau e estávamos às portas de Nimes. A cidade é antiquíssima e foi um ponto militar estratégico do império romano. As marcas da presença romana são tão fortes que a cidade é apelidada de Roma francesa. Com o GPS nos guiando, ficamos boquiabertos ao passar na frente da Maison Carrée, um templo romano com um estado de conservação de fazer inveja a muita casa velha por aí...

Encantados com o tamanho
da porta!
Maison Carrée!



Nosso apartamento ficava a uns 150 metros do templo romano chamado Maison Carrée (como eu disse, estávamos no coração do centro histórico). O único inconveniente foi que o estacionamento da rua era pago e podíamos ficar no máximo 2 horas (ainda bem que de noite, feriado e domingo era liberado). 




Arena de Nîmes na noite em que chegamos!
Estacionamos, baixamos as malas, deixamos as coisas e fomos passear no centro histórico. Acho que levamos umas três horas para ir do apartamento até a Arena (não que fosse longe; pelo contrário, era bem perto. Mas a cidade é impressionante e a cada esquina íamos parando para uma admirada ou outra). Eu, particularmente, achei a cidade bem parecida com Roma (na arquitetura, nos calçamentos, na disposição das ruas). Acho que o apelido Roma francesa é justo.



Com uma estátua de toureiro!





Quando chegamos cara a cara com a Arena de Nimes, já noite escura, que espetáculo! A construção é impressionante (fico imaginando como seria o Coliseu, fora ele preservado como aqui em Nimes). 

Mas claro, no caminho todo, do apartamento até a Arena, passamos por várias pessoas trajadas de romanos (desde gladiadores e soldados até togados). O pessoal daqui “veste mesmo a camisa”, com o perdão do trocadilho.



Ao fundo, Pont du Gard.

No dia seguinte, iríamos ao espetáculo na arena. Mas antes fomos conhecer o Aqueduto de Nimes, também chamado Pont du Gard, que empresta sua beleza à nota de 5 euros da série de notas Europa. Que construção majestosa! 










Estampa da Pont du Gard na nota de 5 euros.


Basicamente, Pont du Gard é uma ponte, construída em três níveis, no estilo romano (arcos), para abastecer a cidade de Nimes. Ela é parte de um aqueduto de quase 50 quilômetros e foi construída antes que os pastores cantassem para o recém nascido na manjedoura. 














Segundo as informações do local, a ponte tem mais de 270 metros de comprimento e chega a 50 metros de altura. 



Muito grande!

Linda paisagem!
                                          



Realmente, impressionante! O Gard (o rio que passa sob a ponte) tem uma água geladinha e de um azul muito bonito. É liberado nadar no rio, mas poucos corajosos estavam encarando a temperatura da água. Dizem que a Pont du Gard é a ponte antiga mais alta do mundo! E como é bem conservada. Realmente, impressionante!





Na Arena esperando o espetáculo começar!



Saímos do parque do Gard e fomos direto para as proximidades da Arena. O plano era almoçar lá por perto, mas como já era mais de 2 da tarde, o máximo que conseguimos foi comer uma pizza rapidinho, acompanhada de uma salada romana (com queijo de ovelha - pensa num queijo "fedido"... kkkk). 













Saímos meio na correria para chegar na Arena e assustamos com o tamanho da fila. Ainda bem que não compramos ingresso da geral, que estava um caos. O nosso ingresso nem era da elite e nem da geral, o que nos garantiu um acesso um pouco mais fácil e rápido. Para nossa sorte, o lugar que pegamos nas cadeiras numeradas não ficava de frente para o sol, o que nos permitiu uma vista muito bacana (sem falar que fomos um dos primeiros lugares da arena a pegar uma sombra). 


Crianças encantadas!


Debora e o selfie!
Francisco atento o tempo todo!





Arena lotada!






















Uns minutinhos de atraso (penso que para dar tempo de todo mundo entrar) e logo começou o espetáculo. E que espetáculo! O narrador, andando no meio da Arena, fazia as vezes de anfitrião ao imperador Adriano e à legião de Scipione, o Africano. Basicamente, a encenação tratava celebrar a vitória romana sobre Cartago, de Hannibal, uma das mais gloriosas vitórias do império romano! Ao final do espetáculo, descobrimos que o narrador é professor de História Antiga na Universidade de Nimes (não só ele; o diretor do espetáculo também é professor de História). Mas, além de professor, ele é um excelente animador de torcida. Gostamos tanto do espetáculo que, ao final do evento, ainda ficamos na Arena (claro, subindo até o alto dela e apreciando a vista) e revendo um dos momentos da batalha (que eles refizeram, com exclusividade para uma emissora de TV italiana). Aliás, dos mais de 500 atores, a maioria creio que era italiana, pelo que deduzi ao final pelos agradecimentos. Na verdade, a maior parte deles não é ator. Pelo que entendi, eles fazem parte de pequenas associações de culto ao império romano (se vestem a caráter, criam gritos de guerra, participam de eventos, realizam eventos, etc. E, claro, se divertem um monte fazendo isso). 


Proteção com os escudos; quero ver passar uma flecha!




Início do espetáculo!


Elefante de Hannibal.



Encenação da Batalha de Zama (que pôs fim à II Guerra Púnica, obrigando Cartago a assinar a paz e se submeter a Roma)!





No clima!

Ao final da apresentação, não resistimos e acabamos comprando um conjunto de espada e escudo para as crianças (o Francisco chama de Isclubi). À noite, andamos bastante pelo centro histórico e acabamos jantando em um restaurante meio típico Nimense, na praça do mercado (que tem o chafariz da Palmeira e do Crocodilo, símbolos de Nimes há cerca de 2000 anos - aliás, a história do crocodilo e da palmeira é muito interessante). A comida era bastante saborosa e o preço bem camarada. Fiquei impressionado com a quantidade de restaurantes na cidade e com os preços, em geral razoavelmente menores que em Clermont. Saímos bem tarde do restaurante (quase meia-noite) e não é que a 'romanada' estava lá ainda? Acho que eles fazem meio que uma via-sacra de bar em bar, cantando e ganhando cerveja. Já estavam todos passados...






No mercadão, apreciando uns queijos!





No dia seguinte, nos preparamos para ir embora e então descobrimos que, pertinho do apartamento, havia um negócio parecido com um Mercadão Municipal, cheio de bancas diversas, vendendo produtos tradicionais, orgânicos, peixes, frutos do mar, pães, frutas, etc. Muito bacana. Compramos umas gulodices e pegamos o carro, pois pretendíamos passar em Severac-le-Chateau (não conseguimos passear lá na ida, por causa da chuva). 











Com os  romanos no desfile!
Mas acho que não tínhamos andado nem 500 metros e vimos um movimento diferente numa praça ali por perto (que depois descobrimos ser os Jardins de la Fontaine, berço da cidade e local que reúne inúmeros monumentos históricos). Foi um sufoco para conseguir um lugar para estacionar (tudo lotado). Mas conseguimos. Fomos rapidinho para o Jardin e adivinha só: estava rolando um desfile com os tais membros das associações romanas. Imagina que legal a gente andando no meio de gladiadores, centuriões, soldados, ferreiros... Tem inclusive muita gente (espectadores) que vai trajada também, o que é um negócio bem bacana. Ficamos por ali quase umas duas horas, o que comprometeu nosso plano de Severac-le-Chateau. Mas valeu a pena a troca. 

Jardins de la Fontaine.








Le Temple de Diane.

Para encurtar a conversa (que este post já ficou enorme), hoje é quinta-feira e o Francisco ainda fala dos romanos (as histórias de ninar nesses dias todos estão sendo exclusivamente sobre os romanos). 













Esse passeio foi mesmo muito legal. Embora tenhamos conhecido os monumentos das notas de 500 e de 5 euros, eu diria que o passeio valeu bem mais do que 505 euros. Com certeza, é um lugar que vale muito a pena voltar! Nem que seja para comprar mais um "Isclube" para o Francisco! 















Vídeos de alguns momentos do espetáculo: