domingo, 20 de setembro de 2015

NOSSAS PRIMEIRAS VISITAS BRASILEIRAS EM CLERMONT!

No mês de agosto, o Francisco José foi o grande sortudo, pois tivemos várias visitas e comemoramos pela segunda vez aqui na França o seu aniversário.
A vovó Rosa e as Tias Raíssa e Rebeca vieram aqui para ajudar a cantar parabéns... Isso mesmo, a vovó veio para a Europa pela segunda vez este ano (para surpresa e alegria nossa, já que no começo do ano achávamos que seria bem difícil ela sair do Brasil)...



Nossas visitas, com a bela Catedral Negra ao fundo!

As crianças sabiam que teríamos visitas em agosto, mas não dissemos quem viria... Contamos apenas que pessoas importantes viriam para cá e que nós teríamos a oportunidade de vê-los. 

As primeiras a chegar foram a vovó Rosa e a tia Raíssa. Chamamos as crianças para ir no aeroporto, olhar os aviões. No caminho, contamos a eles que algumas pessoas importantes chegariam a Clermont Ferrand de avião e que, se tivéssemos sorte, conseguiríamos encontrá-las por lá. Ao chegarmos no aeroporto, as crianças estavam super ansiosas por ver os aviões e, como não tem uma sala específica para ver pousos e decolagens, a Anna Luísa e o Francisco protestaram... 

Mas logo surgiu a informação de que o avião de Paris havia pousado e fomos na sala de desembarque... quando viram a vovó e a Raíssa, foi até bonito de ver: a Anna Luísa, estupefata e contentíssima, correu para um abraço de urso... Já o Francisco reage diferente a surpresas e ficou emburrado no começo (o que demorou exatos 4 minutos).


A recepção no Aeroporto. Destaques: a cara de felicidade da Anna Luísa
e o Francisco José ainda com-a-vó-atrás-do-toco...

Fomos para a Petit Orange (o nome da nossa casa francesa, que foi batizada pela Anna Luísa em alusão à cor das paredes externas), e dali há pouco, chegou a terceira surpresa do dia para as crianças: a tia Rebeca, que chegou de covoiturage (basicamente, de carona paga, intermediada por um site muito legal, o blablacar)... 

Primeiro jantar com todos reunidos na Petit Orange, com direito a brinde!

Galera toda reunida, não acreditamos no tanto de coisas que a vovó e a Raíssa trouxeram para cá... Feijão, fubá, farinha de milho, pé-de-moleque, paçoquinha, doce de leite, pãozinho de cristo (retalhos de hóstias, presente da madrinha Ilham), além de umas encomendinhas que havíamos feito. Não sabemos como a alfândega não barrou a entrada <kkk>. A primeira coisa que foi lembrada por aqui, claro, foi a polenta da vovó!!!

Lembra de um carinha emburrado? Pois é, cadê ele? (isso foi no mesmo dia).


Nossa Petit Orange se modificou para acomodar nossas ilustres visitas: transformamos sala em quarto, sofá em cama e todo mundo se ajeitou.

Passeio básico no supermercado: propaganda do Auchan, segunda maior
marca francesa e terceira maior marca mundial de hipermercados.

No outro dia, começamos a mostrar um pouquinho da nossa segunda cidade do coração (após Peabiru, a gente considera Clermont Ferrand como nossa cidade) e, claro, fomos com a galera para uma das coisas que a gente adora visitar quando conhece uma cidade: supermercado...

Compramos os ingredientes e elementos necessários para fazer o segundo bolo de aniversário do Francisco (ele fez aniversário em julho, mas comemoramos de novo, com nossas visitas). O aniversariante escolheu o tema do bolo: peixe.... Encontramos um playmobil pescador e o resto foi obra de arte da vovó Rosa. Além de bonito, o bolo também ficou, como sempre, uma delícia.

O Bolo do Pescador em detalhes! Obra de arte da vovó Rosa!!!

Segunda vez que o Francisco José "faz três anos" este ano!!!

Dedões para cima, curtindo a foto!

Selfie para colocar todos na foto!!!
Infelizmente, a tia Rebeca não pode ficar muito conosco, pois tinha uns assuntos para resolver lá na Espanha. Voltou da mesma forma que veio: covoiturage. 
Depois da ida da Rebeca, fomos mostrar um pouquinho mais da nossa Clermont para nossas visitantes: um passeio breve pela Catedral (a mesma em que a vovó Rosa foi a umas quatro ou cinco missas durante sua estada por aqui), o parque Montjuzet (já fizemos um post sobre ele, dando ênfase para as tulipas - desta vez, ele estava muito seco que até dava dó, já que aqui ficou bastante tempo sem chover).


Passeio à Catedral e à Place de la Vitoire, em Clermont Ferrand!

Parque Montjuzet, com a grama tostada pela seca e pelo calor de quase 40 graus...

Vista de Clermont Ferrand, com destaque para a Catedral ao fundo.

No dia seguinte, aproveitando as férias do Jorge na Universidade de Clermont Ferrand, partimos para mais uma aventura: ir à casa dos nossos amigos Ítalo-brasileiros, Edimara e Massimo, em Pumenengo, pertinho de Bérgamo - Itália. Alugamos um carro grande (sete lugares, mas usamos só seis) e, de GPS na mão, botamos o pé (ou o pneu) na estrada. No caminho, uma parada importantíssima e especial para a vovó Rosa: Suno, cidade com pouco mais de 2.500 habitantes em Novara, na Itália. Foi de lá que, no final do século XIX, os avós da vovó Rosa partiram rumo ao Brasil. Ou seja, fomos ao encontro das origens dos Delconte!



Esperando o risoto, no Lé Ris!



A cidade de Suno fica em uma região importantíssima da Itália, Novara. É de lá que vem grande parte do arroz consumido no país todo... aliás, vimos inúmeros campos de produção de arroz (não o arroz do dia-a-dia brasileiro, mas o arroz de risoto, em suas diversas variedades: arbório, carnarolli, vialone). Aproveitamos para almoçar em Suno no Lé Ris (o arroz, em dialeto local), um restaurante que já conhecíamos de nossa última visita a Suno...
Depois do almoço, parada obrigatória na Igreja Matriz... Impagável a fala emocionada da vovó Rosa: "foi aqui que meus avós foram batizados, crismados e casaram"... Após a visita à matriz, pit-stop na sorveteria, onde perguntamos sobre vinhos locais... Como era sábado à tarde, tudo já estava fechado, mas nos ensinaram como encontrar uma vinícola local, dos Brigatti. Lá chegamos, tudo fechado.. mas a gente deu uma de 'entrão', e funcionou... Conhecemos lá o Luciano, pai do Francesco Brigatti. Luciano, pessoa extremamente simpática e amável, nos contou muito da história da vinícola, que se mistura com a história da família... Seus vinhos, obviamente com D.O.C., são vendidos em mais de uma dezena de países e já conseguiram medalhas em vários eventos vinícolas. Quando perguntamos ao Luciano como começou esse negócio de produzir vinho, a resposta foi até curiosa: meu pai fazia, o pai dele também, e o avô dele idem... fazer vinho está no nosso sangue, e o Francesco melhorou isso, quando fez agronomia e fez mestrado em enologia.
Trouxemos várias garrafas (para nosso consumo - presente da tia Raíssa, para a estante da vovó Rosa e para Raíssa e Rúbia degustarem no Brasil), além de um bom punhado de terra que a vovó Rosa com certeza já achou um lugar para guardar lá em Peabiru - simbólico isso de trazer terra de Suno, não?!  


Sobremesa tão bonita que dá até dó de comer...


No altar da matriz de Suno, Francisco e Anna apreciando os detalhes e rezando...

Na sorveteria.


Saímos de Suno, rumo a Pumenengo (coisa de uns 150 quilômetros, mais ou menos). Chegamos na casa dos nossos amigos Massimo e Edimara com o anoitecer... Aliás, todos os anos que a gente vem para a Itália, tem que dar uma passadinha na casa deles!!! Já virou tradição nossa.

Além da companhia agradabilíssima dos nossos amigos e da bela amizade e brincadeiras entre as crianças (Anna Luísa e Francisco José com o Thomas, filho da Edimara e do Massimo), ainda provamos as delícias que a Edimara prepara... dessa vez, até receita pegamos... O gelato di limone e o tiramissu são MA-RA-VI-LHO-SOS!!!

Tiramissu: um manjar dos deuses!

A prova de que foi uma criação da Edimara: a travessa revela...

Ainda encontramos tempo para visitar o Santuário dela Madona di Caravaggio, pertinho de Pumenengo. Sim, Caravaggio é o nome da cidade, que também identifica o artista: Michelangelo Merisi, ou Michelangelo Caravaggio, um primeiros e maiores artistas do barroco italiano.


Santuário de Caravaggio...

... logo após a missa!

Thomas e Francisco: grandes parceiros, mesmo sem falar a mesma língua, se entendem muito bem! 

Aos pés do altar, na Madona dela Rotonda, a bela igreja de Pumenengo, cuja história também é belíssima...
Na noite anterior à nossa partida da Itália em retorno à França, não podíamos deixar de saborear o mais tradicional prato italiano: a Pizza!!! Todo mundo se divertindo com a sua redonda!!!

Vai uma pizza aí?!

De volta a Clermont Ferrand, o Jorge ainda ficou uns dias meio enroscado com um trabalho que precisava concluir para enviar para o Brasil (para poder fazer a qualificação do doutorado). Mas mesmo assim, ainda pudemos fazer belos e divertidos passeios por aqui mesmo.

Passeio noturno em Montferrand!

Quem disse que é só o Francisco que gosta de mamadeira?!?!

Um dos lugares legais que visitamos foi a Aventure Michelin, o museu que conta a história da Michelin (não sei se já contamos em outros posts, mas a gigante Michelin tem sua sede e sua origem aqui em Clermont Ferrand). O museu conta a apaixonante história da Michelin, que nasce no século XIX como uma fábrica de implementos agrícolas e que revoluciona o mundo industrializando o pneu a ar... Mas a gente sequer imaginava como a Michelin era revolucionária: dentre outras coisas, foi ela que construiu a primeira pista de pouso pavimentada da história, ela fez trens com pneus (para reduzir o atrito), ela inventou o pneu radial, criou o Bibendum (é esse o nome do boneco da Michelin, um dos maiores sucessos de Marketing da história - penso eu que maior até que a coca-cola), desenvolveu rodas para veículos espaciais, criou pneus que se remendam sozinhos quando perfurados (de uso exclusivo de veículos policiais e militares), etc.

Todos a bordo da Micheline, um trem com pneus, para viajar de Clermont Ferrand a Paris!!!

Tá aí o Bibendum!!!

Este é o Millipede da Michelin, um carro com cinco eixos e onze pneus!
O 11o. pneu fica dentro, pois é o pneu que é testado
(isso mesmo, o Millipede funcionava como um carro de testes para qualquer tamanho de pneu).


Despedida do Bibendum!


No último final de semana da vovó e da Raíssa por aqui, não podíamos deixar passar em branco... Como ir na França e não ver a torre Eiffel? Conseguimos passagens de trem a um bom preço e madrugamos para passar o sábado na capital francesa. Mesmo sendo bem cansativo, é muito legal ver novamente a torre mais famosa do mundo... ela é mesmo de uma beleza impressionante. Mas foi um dia bastante cansativo (ainda bem que fizemos no sábado, dois dias antes do retorno delas ao Brasil, para que elas pudessem se recuperar do cansaço). Chegamos em casa perto da meia-noite, cansados e moídos... Mas com mais uma visitinha a Paris registrada nas nossas fotos e na memória...

Torre Eiffel, sua linda! Então nos encontramos novamente?!

Passeando pelo Arco do Triunfo!
Por fim, o último dia que tínhamos antes do retorno de nossas visitantes ao Brasil, deixamos para fazer com elas um passeio que há muito desejávamos: o Puy de Dome, vulcão extinto que dá o nome ao Departamento que moramos (os Departamentos, na França, são mais ou menos equivalentes às microrregiões no Brasil, embora aqui tenham função administrativa bem mais importante que em terras tupiniquins). 

Vista do alto do Puy de Dome!

O Puy de Dome é o maior e mais importante de uma cadeia de vulcões extintos que marcam a região da Auvérnia. Tem um trem tipo cremalheira que leva até o topo, mas também é possível fazer à pé o caminho (deixamos a subida à pé para fazer quando a tia Rita vier nos visitar... kkk)...

Do alto do Puy de Dome, a vista de toda a região é lindíssima. Além disso, também fomos brindados com a exibição de inúmeros paragliders, que faziam vôos lindíssimos... O preço é meio salgadinho (um passeio simples não sai por menos de 80 euros), mas dá muita vontade de fazer o voo.

Francisco e Papai se divertindo!!!


Revoada de Paragliders!


Embaixo estava calor, mas lá em cima fazia um frio danado!

Nem é tão alto assim, para quem já foi para Cuzco!

Raios do por-do-sol iluminando a estação climatológica do alto do Puy de Dome.


Depois desse último passeio, já começamos a ficar meio no clima de despedida... Infelizmente, nossas visitas tinham que retornar... Mas esperamos que tenham voltado para o Brasil com um gostinho de quero mais.. De nossa parte, ficamos muito felizes por sermos anfitriões aqui em Clermont Ferrand, essa terrinha francesa que nos acolheu tão bem e que gostamos tanto.

Um abraço a todos e até o próximo post.
Ana Paula e Jorge Leandro






5 comentários:

  1. sem palavras ... m a r a v i l h o s o

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  2. Ameiiii!!! Só poderia ser melhor se estivesse junto...hehehe. Bjks pra vcs😍

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  3. Amei estar esses dias com vocês!! E sabem que pensei sobre nossas viagens e cheguei às seguintes conclusões:
    *viajar com vocês é MARA;
    **prefiro o inverno europeu e por último, mas não menos importante,
    ***a Rúbia faz falta para a nossa coleção de pérolas!! Não recriminando a minha desastrada favorita...
    Saudades de vocês. Chega logo 31/10...
    PS: Já conjecturando a próxima!!

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  4. Belos passeios... rsrs...
    Subir caminhando o Puy de Dome? So se vcs saltarem de parapente comigo...Hehehehehe...

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