sexta-feira, 13 de março de 2015

PRIMEIROS DIAS EM CLERMONT FERRAND


Chegamos em Clermont-Ferrand (daquele jeito...cheios de malas) no final de tarde da quarta-feira, dia 11 de março.  Nesses 8 primeiros dias ficaremos hospedados em um apartamento bem bacaninha que o Jorge alugou através do site airbnb (www.airbnb.com.br/c/acostaferreira3?s=8). O lugar é ajeitado, possui dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Tudo mobiliado. 


Cozinha da nossa "casa" temporária.
O dono (Pierre Lemerle) é jogador de Ultimate Frisbee, um esporte predominantemente amador, do qual a equipe do Pierre é campeã francesa e disputou duas copas do mundo. Durante nossa estadia no apartamento dele, quem nos recepcionou foi seu pai, porque ele estava em Dubai disputando a sua terceira copa do mundo (vide www.ffdf.fr/Actualites/FranceUltimate-Selections-Beach-Open-Direction-Dubai). Como ele viaja muito, quando está fora deixa o apartamento para locação.


Nossa sala até o dia 18 de março.
Nossa primeira tarefa, depois de subirmos cinco andares com as malas, foi procurar algo para comer. Eu, o Jorge e a Anna Luísa saímos à procura de um mercado, seguindo as dicas do Monsieur René Lemerle (pai do Pierre). Andamos aproximadamente 1,5 km até achar o tal do mercado Auchan (afff). Lá compramos água, macarrão, molho de tomate, leite e chocolate para a mamadeira das crianças.

A primeira refeição preparada por nós na França, então, foi macarrão. Apesar da simplicidade, ficou uma delícia...também, foi nossa única refeição decente daquele dia. As demais foram sanduba de trem ou de estação.


Nos outros dias, nossa tarefa principal era encontrar um apartamento para alugar até o final dos estudos do Jorge (final de outubro).


Place de Jaude - Clermont-Ferrand
Na quinta-feira saímos eu o Jorge e o Francisco (a Anna ficou com a prima Débora no apartamento) à procura de algumas imobiliárias que já tínhamos pré-selecionado na internet. Conseguimos um mapa da cidade (o Francisco achou embaixo do banco do trem) e graças a ele e ao moderno transporte da cidade (falaremos disso em outro post), nós nos viramos muito bem.

Chegando na primeira imobiliária, a atendente nos disse que eles não tinham apartamentos mobiliados para alugar. Vejam bem, a mulher falou um monte de coisas e eu não entendi nada, nada, nada mesmo; já o Jorge, que orgulho, entente e fala muito bem.


Rumo à imobiliária.
Paradinha para foto!
Fomos à segunda imobiliária. Lá conseguimos encontrar um único apartamento mobiliado. Nos levaram para conhecê-lo. Como dizemos no Brasil, “deu até um ruim” de ver a bagunça, porque o apê está locado para dois estudantes (já viu, né? Roupa limpa e suja para todo lado, camas muvuquentas, cheiro de chulé, etc.). Mas a localização é boa (perto da estação central de trens, de escolas para as crianças), tem máquina de lavar, tevê (velhinha, mas funciona) e, além disso, tem 3 quartos, justamente o que nós queríamos.


Decidimos alugá-lo e marcamos a entrega das chaves para dia 30 de março, às 10h30. Simples não é? Pior que não... Uma das condições para se alugar um imóvel aqui é ter uma conta em um banco francês. Muito bem, fomos até o banco, um HSBC recomendado pela própria imobiliária. E aí começamos a ver algumas diferenças Brasil x França (se para melhor ou para pior, você decide!).


Assim que entramos na agência (que não tem filas nem caixas visíveis – acho que eles ficam misteriosamente escondidos), soou uma campainha (sensor de presença). Logo, veio uma funcionária perguntar se tínhamos hora marcada ("Claro que não, né?" – pensamos... quem é que marca hora para ir no banco? Pois é, na França, marcam).


O Jorge falou o que achávamos que seria a palavra secreta para a atendente nos estender o tapete vermelho: “queremos um rendez-vous para abrir uma conta”... Nenhum entusiasmo do lado de lá. A moça pediu passaporte, perguntou se tínhamos conta HSBC no Brasil (não temos) e, ao ver a duração do visto (até novembro), perguntou até quando pretendíamos ter a conta. Assim que dissemos “até outubro”, acabou nosso atendimento. “Não abrimos conta de curto prazo”, disse ela. Não adiantou insistir; ela cortou a gente, dizendo que as contas são abertas para durar pelo menos três, quatro anos. Por fim, sugeriu dois outros bancos próximos.


Banco Popular que nos aguarde!
Das duas opções, uma tinha ‘Popular’ no nome. Sem dúvida, fomos nesse (torcendo para que ‘popular’ significasse “vamos abrir sua conta rapidinho, mesmo que vocês fiquem só até outubro por aqui”. Entramos e parecia o mesmo banco (ninguém à vista, logo vem alguém e nos pergunta do tal rendez-vous). Conseguimos, finalmente, marcar um rendez-vous... eles vão nos atender na quarta feira, mas da outra semana (daqui há 12 dias!!!), para então analisar nosso pedido. E ainda solicitaram um comprovante de endereço! Depois que o Jorge explicou que queria abrir a conta justamente para poder ter um comprovante de endereço, a atendente deu uma amolecida e falou para providenciarmos algum documento que informasse que vamos alugar o apto. Bom, teremos que voltar na imobiliária.


Final do capítulo de hoje desta história de alojamento: sabemos onde vamos ficar apenas até 18 de março. Depois disso, ainda não temos destino. Ainda bem que as atividades do Jorge só vão se intensificar na Universidade a partir de Abril.


Au revoir!!

6 comentários:

  1. Que correria, que tudo dê certo por aí! Bj

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    1. É isso mesmo família Ferreira, muita garra e determinação, que o sucesso é certo. Estou torcendo por vocês. Abraços !!

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  2. Aiiii que delicia de apê. Tudo irá se ajeitando tenho certeza.

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  3. Oiiii e como está a história do Ape???? Bjks

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